NAMORO VIRTUAL : SITE ZUGOT REÚNE JUDEUS

A empresária Ana Carolina: “Quero alguém que siga o judaísmo”
A empresária Ana Carolina Magyar, de 26 anos, tem 1,70 metro de altura, 58 quilos, olhos castanhos e leva uma vida confortável. Formada em administração de empresas, fala inglês, espanhol e francês. Já passou temporadas nos Estados Unidos e em vários países da Europa. Apesar de tantos predicados, está sozinha há mais de um ano. “Não consigo encontrar alguém com o meu nível cultural e que partilhe os mesmos valores”, comenta. Neta de imigrantes húngaros e filha de um casal formado por um sul-coreano e uma paulistana, Ana Carolina adotou a religião da mãe. Não é uma judia ortodoxa, mas faz questão de um parceiro que siga o mesmo credo e aceite um relacionamento sério. “Minhas exigências são altas e não abro mão disso”, diz ela, que dois meses atrás resolveu tentar a sorte no site de encontros Zugot (zugot significa “casal” em hebraico), voltado para a comunidade — na qual há a antiga tradição do casamenteiro, o matchmaker, como se vê no musical “Um Violinista no Telhado”.

O endereço foi criado em 2008 por dois cariocas, o designer Fábio Frydman e o técnico em informática André Kaczelnik. “Achar pessoas desimpedidas que sigam os mesmos preceitos nossos é cada vez mais raro, principalmente numa cidade grande”, conta Frydman. Com cerca de 3.000 cadastros, um terço deles de moradores de São Paulo, a página convida os novos usuários a responder a perguntas como “Fala hebraico?”, “Acredita na circuncisão?” e “Comemora o Shabat (período de orações e descanso judaico)?”. A assinatura é gratuita. Seus idealizadores conseguem ganhar cerca de 2.000 reais por mês com a venda de pequenos anúncios. Em apenas três anos no ar, eles se orgulham de o serviço ter ajudado a iniciar doze casamentos. Ana Carolina está esperançosa. “Aceitei um convite para um encontro na próxima semana”, revela.

A partir da Veja-SP. Leia no original
 

Postar um comentário

0 Comentários