NAMORO VIRTUAL : RESPEITO À OPÇÃO SEXUAL

Raquel Helen: “É difícil descobrir quem goste das mesmas coisas que eu”
Nascida em Fortaleza mas vivendo em São Paulo desde os 6 meses de idade, Raquel Helen, de 27 anos, não vê problemas em falar sobre sua opção sexual. “Gosto de mulheres e ninguém tem nada com isso”, avisa a moça, de 1,68 metro de altura, 60 quilos, cabelos castanhos e piercing no nariz. Formada há um ano em educação física, ela reconhece, no entanto, que sempre teve dificuldade para engrenar um relacionamento mais duradouro. “Já namorei durante quatro anos, mas não deu certo”, afirma ela, que está sozinha desde o início do ano. “É difícil descobrir pessoas que gostem das mesmas coisas que eu.” Dois meses atrás, por curiosidade, a professora se inscreveu na página Gencontros, exclusiva para homossexuais. No ar desde 2009, o site pertence ao mesmo grupo que administra o Par Perfeito. Mais de 200.000 paulistanos costumam utilizá-lo. Para usufruir o serviço a contento, é preciso se tornar assinante — o plano mensal sai por 23,99 reais. Aos usuários básicos, é permitido apenas mandar mensagens predefinidas como “Entre em contato comigo, acho que queremos as mesmas coisas”, para citar um exemplo mais comportado. “O público gay se sente mais à vontade para marcar encontros com pessoas sobre as quais tem alguma informação”, acredita Claudio Gandelman, presidente do Par Perfeito.

Raquel ainda não encontrou sua cara-metade. Mas não reclama. “Arrumei duas grandes amigas, com quem vou a bares e baladas todos os fins de semana”, diz ela, que em seu perfil virtual informa estar apenas em busca de novas amizades. “Vejo o site hoje como um instrumento para ampliar meu círculo de relacionamento”, afirma. “Só vou namorar alguém com quem tenha forte afinidade.”

A partir da Veja-SP. Leia no original

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