O AMOR QUE SE VAI...


No mundo contemporâneo os relacionamentos são menos definitivos e as separações ficaram cotidianas. Mas ainda sempre muito doloridas. Diante da perda de algo ou alguém importante, impossível não sentir que “meu mundo caiu”. E já que estamos passando por uma epidemia de separações geradas pela crise mundial – perda de emprego, perda de bens, mudança de país e separações amorosas propriamente ditas –, talvez seja mesmo a hora de falarmos desse assunto indesejado.

Diante dos efeitos catastróficos de uma separação, é preciso ter também um lado prático. Se meu mundo caiu, como vou reconstruí-lo?

A separação amorosa continua sendo uma das mais dolorosas que existe. Ela pode ter aumentado com a crise mundial, mas – independentemente disso – conhecê-la mais de perto ajuda a lidar melhor com as rupturas (conjugais, profissionais, mundiais) que estamos vivendo.

Esta é a reflexão do de Flávio Gikovate, em palestra ao programa "Café Filosófico - CPFL", gravada em São Paulo e da qual você vê um trecho no vídeo acima (assista à íntegra aqui). Com 41 anos de clínica, o médico psiquiatra acompanhou os fatos mais marcantes que mudaram a sexualidade no Brasil e no mundo. Por meio de mais de 8.000 pessoas atendidas, assistiu ao impacto da chegada da pílula anticoncepcional na década de 60 e a constituição das famílias contemporâneas, que agregam pessoas vindas de casamentos do passado.

Suas reflexões sobre o amor ao longo de esse tempo foram condensadas no seu 26º livro, "Uma História de Amor... com Final Feliz". Na obra, a oitava sobre o tema, Gikovate ataca o amor romântico e defende o individualismo, entendido não como descaso pelos outros e sim como uma maneira de aumentar o conhecimento de si próprio. Tendo sido um dos primeiros a publicar um estudo no país sobre sexualidade, atuou em diversos meios de comunicação, como jornais e revistas e na televisão. Atualmente, possui um programa na rádio, em que responde perguntas feitas por ouvintes.

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