TAJ MAHAL NASCEU DE UM GRANDE AMOR


Romeu, Othelo, os grandes apaixonados criados por Shakespeare ficam pequenos diante da grandiosidade do amor do príncipe Shah Jahan. Foi com 21 anos que ele escolheu para esposa a jovem de apenas 19 anos, que iria mudar o rumo de sua vida e o turismo da Índia. Mumtaz Mahal era uma princesa persa e Shah Jahan era filho do imperador Jehangir. Casaram-se em 1612.

O príncipe já tinha — dizem — trezentas mulheres. Livrou-se do harém para se dedicar inteiramente à nova paixão, com quem teve 13 filhos. Foi no parto do 14º filho que ela morreu. A dor foi tão grande que o príncipe resolveu deixar na terra o maior túmulo jamais visto. Milhares de homens — dizem que foram 22 mil — trabalharam durante 22 anos para concluir o monumento de mármore branco e calcedônia, cravejado de rubis da Birmânia, jades de Damasco, com trabalhos de artesãos do Afganistão, usando no transporte do material mais de mil elefantes.

Em 1653 a obra prima estava completa e os cofres da família, vazios. Shah Jahan pretendia ainda construir um outro mausoléu para si próprio, mas os filhos resolveram detê-lo no Forte de Agra e ele acabou sendo enterrado ao lado da amada.Passou seus últimos tempos de vida na prisão ao lado do Taj , onde quebrava as vidraças para poder ver o túmulo da amada, que custou a fortuna de 32 milhões de rúpias. Em 1983 o Taj Mahal foi considerado pela Unesco como Herança da Humanidade, jóia da arquitetura e da arte muçulmana na Índia.

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