CIENTISTAS BUSCAM 'REMÉDIO DO AMOR'

Neurocientistas norte-americanos que estudam a bioquímica dos processos amorosos publicaram na revista Nature um estudo que pode abrir caminho ao desenvolvimento de remédios para aumentar ou diminuir atração sexual. Não se trata de uma investigação poética, nem particularmente romântica, mas sim de dissecar os processos bioquímicos das emoções. “A análise dos mecanismos cerebrais ajudou no passado a desenvolver terapias contra a ansiedade, as fobias ou as desordens pós-traumáticas. Agora ajudam a esclarecer o que é o amor”, diz Larry Young, principal autor do estudo.

Os investigadores comprovaram que a ligação entre os seres humanos resulta basicamente de uma descarga de oxitocina. Esta substância favorece os comportamentos maternais, mas precisa de outro neurotransmissor, a dopamina, da qual resulta a recompensa e a motivação de determinado comportamento. Os cientistas observaram que algumas regiões do cérebro relacionadas com a dopamina se ativam quando alguém vê a imagem do parceiro.

Os cientistas comprovaram também que uma mutação do gene faz variar a qualidade das relações amorosas. Segundo as conclusões do estudo, os homens portadores dessa variante têm o dobro das probabilidades de ficar solteiros e, quando se casam, de terem rapidamente uma crise conjugal. Por ajudar a compreender os mecanismos genéticos do amor, este trabalho abre a possibilidade de medicamentos capazes de provocar sentimentos de amor ou desamor, tornando menos fictício o conceito de um “elixir do amor”, pronto a desatar paixões em corações desavisados.

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