BODAS DE AMOR (Ela 57, Ele 79 anos)

Ela é espontânea e tagarela. Ele é recatado e bem-humorado. Ela tem 57 anos. Ele, 79. Ela estava separada há 12 anos. Ele era viúvo há 18. Mas em outubro de 2006 tudo mudou. Os destinos de ambos se cruzaram e, no Dia dos Namorados de 2007, Gildete Domingos Ferreira de Oliveira e Gilberto Ferreira de Oliveira se casaram. Após um ano de companheirismo, o casal comemorou bodas de papel, na Capela da Vila Militar, em Itapuã (BA).

Casar no Dia dos Namorados deu sorte. A data foi escolha de Gilberto. A cerimônia estava marcada para 14 de maio de 2007, mas o atraso na papelada mudou os planos. Já Gildete acredita que tudo não passou de uma conspiração. “Ele confabulou tudo com Santo Antônio. Quem quiser casar pode falar com Gilberto que ele dá um ‘jeitinho’ junto com o santo”, brinca. Mas, a trama rendeu bons frutos. Gildete diz ter ganho um guia, um porto seguro dotado de sabedoria. Gilberto devolve o elogio com igual sensibilidade: para ele, a mulher é “uma dádiva de Deus”, a certeza de que nunca é tarde para encontrar um grande amor. A diferença de idade, garante ambos, não atrapalha em nada. “Ele é meu professor”, avisa. “A diferença só beneficia”, acrescenta Gilberto. E os filhos, oito dela e seis dele, não se incomodaram com a união.
A rotina do casal é dedicada aos afazeres e costumes de cada um. De manhã, ela vai para a faculdade – cursa o quinto semestre de direito –, e Gilberto vai resolver pendências, encontrar os amigos, entre outras atividades. Almoçam juntos e depois vão à missa. E as mudanças por causa do casamento? Todas positivas. Ciúmes é uma palavra que não existe na relação. “Não temos tempo para ter ciúmes”, garante Gildete. Nos assuntos sexuais, diz a mulher, Gilberto não deixa a desejar. “As pessoas têm que acabar com esse mito de que idoso não agüenta mais. Estamos até hoje em lua-de-mel”, assegura.

Para o casal, comemorar bodas de papel é um momento de reflexão do matrimônio. Mas com tanta experiência de vida não tem como fragilizar. Ambos não imaginavam se apaixonar novamente. Nos tempos de solteiros, tiveram alguns namoricos, mas todos desastrosos. Agora, garantem ter encontrado o amor verdadeiro e juram que será para sempre.
Maíra Portela
Publicado em "Correio da Bahia". Leia texto integral
  • Aniversários de casamento

    1º - Bodas de papel
    10º - Bodas de estanho ou zinco
    15º - Bodas de cristal
    20º - Bodas de porcelana
    25º - Bodas de prata
    30º - Bodas de pérola
    35º - Bodas de coral
    40º - Bodas de esmeralda
    45º - Bodas de rubi
    50º - Bodas de ouro
    55º - Bodas de ametista
    60º - Bodas de diamante
    65º - Bodas de platina
    75º - Bodas de brilhante ou Alabastro
    80º - Bodas de nogueira ou carvalho
    90º - Bodas de álamo
    100º - Bodas de jequitibá

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