Li alguns dos depoimentos e fiquei impressionada e comovida com algumas das histórias, embora não me sinta totalmente segura em designar o que aconteceu comigo por "conexão entre almas gémeas". Questiono muitos os meus valores e o conceito de "almas gémeas" é algo que ainda estou a descobrir. 

Aliás, só depois da história que vos irei contar é que comecei a procurar algo que correspondesse com aquilo que eu senti e vivi e não conseguia explicar de modo nenhum. 

Conheci o A. quando andava na escola. Desde o começo que me pareceu estranho, pois eu o vi no primeiro dia de aulas e ele intrigou-me pela sua postura e pelo seu jeito de falar aparentemente normais, que somente a mim me fascinavam. 

Assim que o olhei pareceu-me um rapaz triste e melancólico e consegui desvendar muitas coisas através dele que mais tarde consegui confirmar, como se eu conseguisse perceber o que ele sentia e me conseguisse colocar no lugar dele com uma enorme facilidade. 

Um dia eu estava na aula e alguém me chamou. Ele olhou-me envergonhado, tinha uma folha de papel na mão. Uma rapariga disse-me que o A. tinha algo para me mostrar. Era um desenho meu. Ele estava muito embaraçado com toda a situação. 

A partir daí comecei a pensar que talvez ele tenha pensado o mesmo em relação a mim e fiquei completamente inebriada com aquele "amor".

Aquela paixão revelou-se, porém, muito perigosa. Apesar de haver uma enorme empatia da parte dele, nunca nos aproximamos muito. Ele fugia de mim sempre que eu tentava manter uma conversa linear, ficava muito envergonhado e tenso sempre que havia uma aproximação e não me pareceu que fosse tímido, pois com outras moças ele se comportava de forma bem íntima. 

Sempre pressenti que havia algo de muito forte entre nós e ele também sentia isso. Um decidi que devia declarar-me e tentar arrancar algo da boca dele, tentar saber se ele sentia o mesmo por mim. 

Fui falar com ele e estava muito nervosa. Nesse momento fui invadida por uma onda de tranquilidade, estava muito calma e quente, como se envolvida numa atmosfera muito suave. Entretanto disse-lhe que estava apaixonada por ele. 

Ele disse-me que ele não era boa pessoa para mim e que não podia namorar com ninguém, mostrou-se, porém, preocupado em saber se o que eu sentia era muito forte e se ia esquecê-lo facilmente. 
Eu não consegui nunca perguntar-lhe se ele sentia o mesmo, algo me impedia de tal. 

Ficamos as férias de verão sem nos vermos (aqui em Portugal são 2 meses e meio) e quando as aulas começaram em setembro vi-o novamente. 

A expressão dele mudou radicalmente assim que me viu. Ficou com um olhar triste. 

Uns dias depois fui falar com ele. Perguntei-lhe se ele tinha um tempo para falar. Ele me respondeu que não e fugiu. Nunca mais voltamos a falar.

Já tentei envolver-me com outras pessoas para ver se o esqueço, mas depois de tanto tempo (4 anos) nunca o consegui esquecer. Além disso, parece que nenhuma relação depois dele resultou. 

Esse rapaz tinha problemas muito muito graves. Teve uma história de vida muito parecida com a minha e estava a passar por maus momentos. 

O meu "despertar espiritual" tinha começado quando o conheci e consegui ver a aura dele imediatamente. Era de um azul muito escuro. Tive também muitos sonhos com ele. Sonhei várias vezes que nos sentávamos no chão um ao lado do outro e nos olhávamos e ficávamos em silêncio. Sonhei também várias vezes que ele chorava e batia com a cabeça contra um muro. Sonhei inúmeras vezes que falávamos e ele me confessava coisas sobre ele e sobre a família dele, mas conversas muito reais!

Algo me diz constantemente que devo acreditar que algum dia este amor vai dar certo e eu não consigo aniquilar a minha esperança. 

Vivo bem e feliz sozinha mas não consigo desprender-me deste amor que me acompanha sempre. O guardarei com carinho no coração. 

Vejo-o ainda muito raramente e só espero de todo o coração que ele esteja bem e que um dia tenha coragem para se expressar. 

Ana Rita (Portugal )
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Sobre Editor

Esta não é uma página pessoal. Todo o material é compilado por uma equipe de colaboradores, coordenada pela editora Ana Carolina Grignolli, jornalista especializada em comportamento.
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2 comentários :

  1. Nao sei explicar mas enquanto lia chorei, chorei muito, sinto o mesmo por um garoto sei q pela minha idade posso parecer apenas uma adolescente que foi rejeirada e magoada, mas sinto que o meu amor por ele nao passará e tenho medo, conheci e ja me apeguei, eu o amava ele sabia, conversamos ele disse que nao servia pra mim, mas eu sentia que ele ainda voltaria, meses depois ele voltou me pediu perdao e ficamos um tempo, mas novamente ele se afastou dizendo que nao queria mais me magoar, mas eu ainda sinto o mesmo que da outra vez, ele ja namorou outras vezes depois mas nunca duravam, e eu nao sofria por isso pq tinha muito claro em mim que ele ainda voltaria, que um dia ficariamos juntos. Eu me aproximei varias vezes de outros garotos mas nenhum me completou como o tal, mahoei amigos meus que nao tinham nada a ver com a historia, minhas amigas nao sabem o quanto ainda sofro com essas historia, tenho medo q me achem boba e nao entendam que nao é normal uma garota de 16 anos ainda pensar depois de 2 anos em um amor que nao durou um mes.
    Sonho dias com ele sinto a presença do tal e por mais que nunca possamos ter nada eu lhe quero o bem, sonho com o seu futuro me preocupo clm ele, sei q ele se preocupa comigo, sinto quando ele esra me olhando é como se eu sentisse sua energia em mim.
    Procurei por vezes na internet algum relato parecido e aqui o encontrei, as historias aqui contadas muitas vezes sao de pessoas ja casadas q se dizem felizes no casamento e clm filhos quebporem ainsa sentem forte esse amor q um dia esperam reencontrar, esse é o meu medo, sei q nunca vou esquece-lo, mas naonquero q isso fique em minha mente como algo nunca concrefizado como algo que me deixe infeliz a procura de um outro alguem q nunca ira sarisfazer meu desejo pelo tal.

    "Vieram entao as lagrimas as tristes e longas meditacoes em que o espirito evoca uma e mil vezes a lembrança da desgraça como uma tenta que mede a profundeza da chaga e se acha um prazer acerbo no magoar das feridas que se abrem denovo. Mas a dor a enfermidade da alma assim como a febre a enfermidade do corpo, auando nao mata nos seus acessos, acalma-se, o sofrimento em carolina depois de a ter torturado muito passou do estado agudo ao estado cronico. Ali só havia de mais o luto e de menos um vulto de homem, porque a sua imagem ela tinha nos olhos e na alma! "
    A VIUVINHA - JOSÉ DE ALENCAR

    Se alguém algum dia ler meu depoimento comente-o por favor, ja foi de bom tamanho poder colocar aqui o que eu sinto coisas que nunca contei a ninguem...

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    Respostas
    1. A autora do depoimentojulho 04, 2015

      Olá! Eu li o seu depoimento agora. Fiquei realmente surpreendida que alguém o tenha lido e ainda mais por ter tido uma história parecida com a minha.
      Se há coisa que eu tenho aprendido ultimamente é que o amor é uma dádiva e que a experiência que vivi pode ser muito libertadora, já que pode fazer com que eu abandone velhos padrões e crenças a respeito do que é o amor e que me têm sido incutidos pela sociedade.
      Se há coisa que esta experiência me proporcionou foi crescimento e isso valeu apena, ainda que me tenha feito sofrer muito. Aliás, ainda estou a sofrer, mas eu acredito que estou numa jornada importante da minha vida que ainda não chegou ao fim.
      É exatamente assim que me sinto: à deriva. Mas, na verdade, o amor é assim mesmo não é? É uma questão de fé, de deixar que os nossos sentimentos fluam e que os sintamos com a maior intensidade que pudermos, ainda que estes nos façam sofrer. Parece que há coisas que temos mesmo de viver e que são importantes para a nossa evolução.
      Também aprendi a confiar mais no meu poder pessoal e na minha intuição. E se ela me diz para eu não deixar de ter fé, eu não deixo. Mas o que muitas vezes as pessoas pensam é que fé é ter expetativas, e isso é absolutamente errado. Fé é atirarmo-nos ao abismo de olhos vendados, é partir para uma aventura onde nos vamos deparar com o desconhecido. Fé é libertar todas as nossas amarras e ver o mundo tal como ele é, ainda que a realidade seja dura.
      Penso mesmo que a fé é a única coisa que me pode manter viva no meio de tanto sofrimento. Ela me parece um meio bastante viável para enfrentar a desilusão de ter descoberto que o amor não é afinal como nos contos de fadas.
      Sabe que mais? O amor é ainda melhor. Dá muitos dissabores e tristezas, mas, no fundo, ele tem algo que o torna realmente especial e que nos torna orgulhosos por sermos seres humanos capazes de o sentir.
      Foi isto que a minha situação me ensinou. Espero que lhe seja valiosa, também!
      Quero que saiba que esta mensagem é de coração!
      Boa sorte!

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