Imagem por Rodrigo Moraes 
Maria suspirava enquanto fazia abdominais. O pessoal da academia perguntou se ela estava bem. - Sim Sim, só uma dorzinha nas costas.

Respondeu rapidamente na intenção de desconversar, pois não ficava bem para uma senhora de 63 anos confessar que os suspiros eram paixão se extravasando - o que iriam pensar dela?

Antonia me disse que conheceu o amor, pela primeira vez, aos 52 anos. Já havia se casado 3 vezes antes disso.

João avisou o pessoal do escritório que não aceitaria nenhum compromisso nos fins-de-semana. Estava apaixonado e queria aproveitar todo seu tempo livre com a nova musa. Os colegas duvidaram dele, afinal, João tinha mais de 70 anos.  Ridículo se dedicar ao amor nessa idade? Devia mais era trabalhar!

Rubens aos 58 anos se viu perdidamente apaixonado. Separou-se da esposa e passados 5 anos ainda procura se encontrar. Quer entender o homem que se tornou depois desse encontro avassalador. Está aprendendo a dar valor tanto à ex- esposa quanto à  atual namorada.

Sempre me lembro dessas e de outras histórias quando escuto mulheres de 40 anos ou mais afirmarem que são velhas, como cartas fora do baralho, no complexo jogo do amor. O amor é um sentimento, uma possibilidade ou mesmo uma mercadoria apenas para jovens?

Parece que estendemos a régua que mede a adolescência  - começa mais cedo e pode acabar depois dos 30 – e relegamos uma grande faixa de pessoas à velhice amorosa, muito antes do tempo.

Não é que o amor não tenha idade. É que a idade do amor está mais no companheirismo do que na obrigação de cumprir uma etapa da vida ao casar e ter filhos.  Vive mais no desejo que desperta os sentidos e leva os corpos a se aproximarem do que na vibrante juventude. Reside mais na capacidade de entrega, ainda que gradual, do que no medo de ser abandonado. O amor prefere as pequenas aventuras do convívio às  alucinações platônicas e idealizadas. O amor não tem vergonha do ridículo, é absurdo. O amor pode ser muitos.

Para a idade do amor é preciso certa maturidade e muita criancice. E como dizia Picasso: É necessário muito tempo até nos tornarmos jovens.
Luciana Saddi
A partir do site Visionari. Leia no original
Compartilhe no Google Plus

Sobre Editor

Esta não é uma página pessoal. Todo o material é compilado por uma equipe de colaboradores, coordenada pela editora Ana Carolina Grignolli, jornalista especializada em comportamento.
    Deixe seu comentário
    Comente no Facebook

0 comentários :

Postar um comentário

Deixe aqui seu recado ou depoimento, de forma anônima se preferir. Respeitamos a sua opinião, por isto recusaremos apenas as mensagens ofensivas e eventuais propagandas. Volte sempre!

REGRAS PARA COMENTÁRIOS:

O espaço de comentários do Blog Amor de Almas é essencialmente livre, mas pode ser moderado, tendo em vista critérios de legalidade e civilidade. Não serão aceitas as seguintes mensagens:

1. que violem qualquer norma vigente no Brasil, seja municipal, estadual ou federal;
2. com conteúdo calunioso, difamatório, injurioso, racista, de incitação à violência ou a qualquer ilegalidade, ou que desrespeite a privacidade alheia;
3. com conteúdo que possa ser interpretado como de caráter preconceituoso ou discriminatório a pessoa ou grupo de pessoas;
4. com linguagem grosseira, obscena e/ou pornográfica;
5. de cunho comercial e/ou pertencentes a correntes ou pirâmides de qualquer espécie;
6. que caracterizem prática de spam;
7. são aceitos comentários anônimos, contanto que não infrinjam as regras acima.

A REDAÇÃO:

1. não se responsabiliza pelos comentários dos frequentadores do blog;
2. se reserva o direito de, a qualquer tempo e a seu exclusivo critério, retirar qualquer mensagem que possa ser interpretada contrária a estas Regras ou às normas legais em vigor;