'O QUE É O AMOR' É FRASE MAIS BUSCADA NO GOOGLE

Imagem  por TheAlieness GiselaGiardino²³
“O que é o amor” foi a frase mais pesquisada no Google em 2012, de acordo com uma categoria criada pela empresa que reuniu as dez perguntas mais buscadas com o termo "o que é..." no Reino Unido. Na tentativa de se aprofundar na questão, o jornal britânico The Guardian reuniu escritores dos campos da ciência, psicoterapia, literatura, religião e filosofia para que cada um desse a sua própria definição. 

Para o físico Jim Al-Khalili, o “amor é química”. “Biologicamente, o amor é uma condição neurológica poderosa como a fome ou a sede, só que mais poderosa”, explica. Ele acrescenta que o fato de o amor ser tratado como algo incondicional se deve ao fato de ser incontrolável. “Enquanto a luxúria é um desejo sexual passional temporário envolvendo a liberação de químicas como testosterona e estrogênio, no amor verdadeiro, o cérebro pode liberar todo um conjunto de produtos químicos: os feromônios, a dopamina, noradrenalina, serotonina, oxitocina e vasopressina”, pontuou.

Ele disse, ainda, que, partindo-se de uma perspectiava evolucionária, o amor pode ser visto como uma ferramenta de sobrevivência, “um mecanismo que envolve promover longas relações, defesa múta e apoio familar”.

Já a psicoterapeuta Philippa Perry acredida que “o amor tem muitos disfarces”, partindo do princípio que os nossos ancenstrais não rotulavam uma série de emoções como “amor”, em uma única palavra. “Philia é o que eles viam como uma intimidade profunda mas nao sexual entre amigos próximos e membros da família. Ludus descreve uma afeição mais lúdica. Pragma é amor maduro que se desenvolve depois de um longo período”, observa.

Ela também cita o termo “agape”, como um amor mais generalista, sem exclusividade; e “philautia”, como amor próprio, sem ter um peso egoísta. Ela ressalta que Aristóteles descobriu que antes de tomar conta dos outros, é preciso cuidar de si próprio. “O amor está acima de tudo. Mas é surreal imaginar que todos os tipos sejam vividos com uma só pessoa. É por isso que a família e a comunidade são importantes”.

O filósofo Julian Baggini define o amor como um “compromisso passional”, explicando que o amor pelos pais, parceiros, filhos, vizinhos e por Deus têm qualidades diferentes. “Cada um tem suas variáveis: cego, unilateral, trágico, recíproco, incondicional. Todo amor é um tipo de compromisso passional que nutrimos e desenvolvemos, ainda que cheguem em nossas vidas espontaneamente”, destacou, acrescentando que, sem comprometimento, o que resta é somente paixão.  

A romancista Jojo Moyes acredita que o amor “move todas as grandes histórias”. Para ela, o amor depende de onde se está em relação a ele. “Seguro nele, pode ser mundano e necessário como o ar – você existe por ele, quase que sem notar. Privado dele, pode se tornar uma obsessão, uma dor física”. Ela acrescenta que o amor conduz não só as histórias românticas  mas também as que envolvem laços entre pais e filhos, família e até pelo próprio país. “Este é o ponto por trás da fascinação: o que separa você do amor, quais obstáculos que aparecem pelo caminho”, conclui.

A freira Catherine Wybourn acredita que “o amor é livre mas ainda nos une”. Segundo a religiosa, o amor é mais facilmente experienciado do que definido. Sob o ponto de vista cristão, o amor a Deus sob todas as coisas, e ao próximo como a si próprio podem ser teorias aplicadas na generosidade, gentileza e autossacrifício. “O amor é a única coisa que nunca poderá ferir ninguém, embora possa custar caro. O paradoxo do amor é que ele é extremamente livre, mas nos une com vínculos mais fortes do que a morte. “Ele não pode ser comprado ou vendido, não há nada que não possa enfrentar, o amor é a maior bênção da vida”, finalizou.
A partir do Terra. Leia no original
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