Imagem  por  chelsea(:
"Um dia, há muito tempo,  conheci uma menina linda,   olhos azuis,  cabelos cor do Sol,  sorriso lindo, e eu ainda muito jovem, cheio de sonhos e de inseguranças,  me apaixonei por ela.

Me lembro bem: minha alma sorria,  tudo era lindo, o mundo parecia que tinha sido crido só para nós. Nos tornamos   namorados,  com consentimento dos pais e tudo. Tudo era lindo.

Um dia, ficamos noivos, compramos alianças e as usamos ostentando  orgulho,  pelos nossos sentimentos. Nossos pais, não apoiaram muito, afinal, noivado era coisa séria (pra nós também); mas estávamos felizes,  sonhávamos  os sonhos dos apaixonados. Ela era linda e arranjou um emprego numa agência de fotos. Estava feliz! Até que um dia, o fantasma da incerteza sobrevoou nossos sonhos,  e fui alertado de que não era o único a ocupar aquele coraçãozinho que eu tanto amava. Alguém foi até minha casa me alertar disso. Imediatamente não dei crédito,  até que vi.

Meu mundo caiu. E eu fui embora, mas não era mais  a mesma coisa. Segui meu rumo, minha vida... Algum tempo depois,  encontrei  um cara que pra meu espanto me reconheceu por uma das visitas que fiz na agencia em que ela trabalhava, e o cara me disse que ela havia tido um relacionamento forte com alguém daquela agência. Fiquei mais triste ainda, pois éramos namorados na época. Mas a fila nada, bola pra frente.

Trinta e quatro anos se passaram e nós nos reencontramos, ela uma senhora e eu também um senhor. Imediatamente percebi que aquele amor ainda era latente dentro de mim,  mas achei que era apenas saudosismo ou ilusão de reaver alguma coisa que perdi no passado. Conversamos muito e a cada dia fui ficando mais apaixonado, desta  vez pela mulher madura e ainda linda. Foi então que descobri que o verdadeiro amor nunca se acaba,  ele 'fica guardado  no cofre de um coração que voou'. 

Nos  encontramos  apenas uma vez e nos beijamos, para mim apaixonadamente, com toda a emoção que um coração de um homem apaixonado pode sentir. Mas os dias que se seguiram me mostraram que já era tarde,  ela estava casada,  feliz,  estruturada e embora deixasse transparecer que ainda me amava,  não podia e nem devia sonhar novamente. Não podia mais se arriscar numa aventura e que tinha muitos problemas pra resolver, e que  mais um lhe acarretaria sobrecarga, além do seu tempo escasso.

Assim, num dia de sol de dezembro, eu compreendia que deveria novamente colocar  todo aquele amor  de volta  'no cofre de um coração que voou', a espera de ser entregue novamente ou a somar com os loucos e poetas que perambulam pelo mundo dos sonhos.   Me sinto feliz, afinal vivenciei uma situação inusitada para mim, e que veio enriquecer mais minha alma de poeta." 
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Sobre Editor

Esta não é uma página pessoal. Todo o material é compilado por uma equipe de colaboradores, coordenada pela editora Ana Carolina Grignolli, jornalista especializada em comportamento.
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