COMO DAR O PRIMEIRO PASSO E DESFAZER O PASSADO?

  
"Raquel, lendo o blog Amor de Almas e estou admirada. Você disse "Aceito de coração aberto, tudo o que Deus tem pra mim". Faz tempo que eu venho tentando isso, mas sem sucesso. Eu não consigo me desligar de uma historia do passado.

Eu conheci R. quando tinha 13 anos, no colégio. Lembro direitinho de quando o vi pela primeira vez. Ele estava lindo e me apaixonei de cara. Na primeira vez que ele me pediu pra ficar eu dispensei, mas depois ficamos o ano todo e terminamos só em janeiro do ano seguinte.

Depois disso ficamos 6 meses sem nos falar e nos ver. Nos encontramos por acaso em uma excursão do colégio em São João Del Rey. Nesta época ele já namorava a Y. e eu quase desidratei de tanto chorar por vê-los juntos. Mas quando ele me viu ele foi super educado e cordial. Depois deste dia pedi pra ficarmos, mesmo sabendo que ele tinha namorada e ele aceitou. Ficamos algumas vezes até nos afastarmos novamente. Isso era 1998.

Em 1999 eu namorava um carinha e, do nada, R. me ligou chamando pra encontrar com ele. Fui. Trai meu namorado e fiquei com o R. Mas assim que cheguei em casa contei para o meu namorado e terminamos. Durante essa época R. começou a namorar a X. e eu ficava com ele. Quando ela descobriu quase me matou. Lembro que neste ano ficamos 6 meses sem nos falar e sem nos ver porque ele queria dar certo com X..

Em 2000, R. viajou e trouxe uma foto na qual se lia 'eu te amo', escrito na areia junto, com uma pulseirinha. Fiquei numa felicidade enorme. Ainda neste ano, ele namorou Z. e ficava comigo. Teve um dia que passamos a tarde juntos e ele disse em querer que me amava. Você pode notar que ele namorou todo mundo, menos comigo, mas em 2001, quando perdeu o pai, ficamos mais próximos. Foi neste ano que começamos a namorar. Nosso namoro foi perfeito até meados de 2003.

Depois disso começamos a brigar por tudo. Ele diz que foi porque eu entrei na faculdade e mudei, mas eu acho que foi minha insegurança e imaturidade que ferrou tudo. Nossas brigas eram por coisas idiotas: ciúmes, grosseria, uma resposta mal dada. Teve um período que R. andava meio grosso, não só comigo mas também com a família dele. Nesta época qualquer coisa rude que ele fazia em casa a mãe dele me contava e ficava falando que eu deveria terminar o relacionamento. Nunca vou esquecer uma frase que e a mãe dele me disse na porta do prédio que eles moravam: 'Se você fosse minha filha não a deixaria namorar com um homem como ele'.

Ai juntou o fato da gente estar brigando muito, as falas da mãe dele, minha vontade de casar, minha insegurança em me achar pouco para ele e terminei. Na minha cabeça R. tinha vergonha de mim, porque nunca saímos e nem fazíamos nada. Terminamos em 2006 e ele pediu para voltar várias vezes, mas eu estava muito magoada com tudo. Com as brigas, as grosseiras, as falações e não quis voltar. Ele chegou a implorar e eu não voltei. Cheguei a ser cruel dizendo que não queria ficar com ele porque ele não queria nada com a dureza, sendo que ele sempre trabalhou. Fui cruel mesmo. Teve um dia que ele sofreu um acidente de moto e mesmo assim foi me ver no curso de inglês e eu nem liguei. Nos encontramos várias vezes ainda em 2006, mas eu fui grossa demais com ele e ele acabou desistindo de mim.

Então ele conheceu a S. e eles começaram a namorar sério. Até moraram juntos e tudo. Acho que ele gostou mais dela do que de mim. Foi nesta época que acabei de matar qualquer chance de voltar com ele. Eu ficava com R. às vezes e sempre nos falávamos. Teve uma época que ele achou que estava gravemente doente e me ligou várias vezes dizendo que me amava e eu fui a pessoa que ele mais amou. Mas graças a Deus não era nada.

Mas, em 2009, no dia de seu aniversário, R. foi almoçar com S. e resolveu me dispensar. Eu lembro direitinho deste dia. Eu fiquei escutando músicas de dor de cotovelo e chorando. Ele até ligou pra me consolar mas eu pedi para ele não ligar mais. Ai ele ligou de novo e eu liguei para S. e pedi pra ela falar com ele para não me ligar mais. Nessa hora ferrou geral. Ele ficou desesperado porque eu fiz isso.

Nossa briga foi tão feia que minha mãe teve que intervir, coisa que nunca fez. Depois disso R. prometeu pra minha mãe que nunca mais iria falar comigo. No meio deste turbilhão todo foi que descobri que o amava muito mais do que eu imaginava. Mas eu fiz tudo errado. Ao invés de fazer ele querer ficar perto de mim, eu fiz ele se afastar.

A última vez que o vi e que ficamos foi em 2011. Já faz um ano. De lá pra cá ele sempre diz que temos que nos afastar para tentarmos a felicidade. Mas nunca nos afastamos. A gente deixou de se ver pessoalmente, mas nos vemos pela webcam e nos falamos sempre que possível  -- chegamos a ficar oito conversando no telefone. Eu não sei o que ele sente por mim, mas ele diz que me ama muito, mas ama como uma irmã.

Diz que depois que terminamos ele decidiu ser sozinho (o velho da ilha) porque levei comigo tudo o que ele tinha de melhor. Eu sei que eu errei e que fiu inconsequente, mas confesso que meu coração é dele. Tudo que sou devo a ele porque ele é a minha melhor parte. Se eu pudesse voltar no tempo, se eu pudesse consertar, só queria que ele me amasse novamente.

Assim como ele tive outras relações mas nunca nada foi tão intenso e tão verdadeiro como foi com ele...

Então, como dar o primeiro passo para me desfazer do passado?'
H.
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Leia a resposta de Raquel em :
APRENDA A VIVER COM O PASSADO...

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Uma história de amor e desapego
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Esta não é uma página pessoal. Todo o material é compilado por uma equipe de colaboradores, coordenada pela editora Ana Carolina Grignolli, jornalista especializada em comportamento.
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1 comentários :

  1. Muitas vezes é impossível retroceder, porém renúncia é a maior prova de amor...
    Para quem ama verdadeiramente,basta saber que o outro está feliz e aguardar, quem sabe em uma outra encarnação! Sinceramente é o que espero, pois também sofro pela ausencia de meu grande amor, também fiz tudo errado, mas a vida continua e sei que ele está feliz, por isso levo a minha vida e tento encontrar a felicidade,tentando fazer outra pessoa feliz... Posso dizer que nestes 27 anos de separação tenho conseguido ser um pouco feliz, apesar de muitas vezes ainda bater aquela dor, aquela vontade de pegar o telefone para apenas ouvir a voz, de querer jogar tudo pro alto e gritar para o mundo o que está represado no coração... mas ai a responsabilidade fala mais alto, as lágrimas teimam em sair, disfarso um sorriso e continuo, sempre seguindo em frente...

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