"No artigo 'Seu amor de alma existe... em corpo ou espírito', você coloca: 'Laços fortes e profundos uniram suas almas, pois estiveram juntos nos melhores e nos piores momentos de suas existências, compartilhando alegrias, tristezas, lágrimas e sorrisos, falhas e acertos. Desta forma, a cada nova experiência numa encarnação os laços se fortaleceram. As pessoas unidas por um 'amor de alma' freqüentemente convivem em várias encarnações, não só como amantes, mas também em outros papéis sociais (pai e filho, irmãos, amigos etc.).' Isso pode acontecer com pessoas do mesmo sexo, onde os dois são compromissados? Se sim, como proceder e administrar essa situação? Vou explicar melhor o porque da minha pergunta. Convivo com uma mulher há 25 anos (2 de namoro e noivado e 23 de casado) e agora ela conheceu uma mulher, se tornaram amigas e a minha esposa resolveu abandonar a casa e os 2 filhos para viver um romance com essa amiga. Nesses 25 anos de convivência com ela, nunca percebi nada e ela nem gostava de ver filme pornô e nem aprovava o homossexualismo principalmente entre mulheres.Tudo ocorreu no final de maio (2011) e eu cai em desespero e até hoje estou tentando entender e digerir tudo isso".   -  G. (por-email)

É preciso compreender que todos nós somos, antes de mais nada, espíritos. E nesta condição, somos identificados pela mente, pelos pensamentos e pelo caráter, que nos acompanha vida após vida e que, basicamente, nos individualiza. Embora o sexo tenha importância vital, ele não importa afetivamente e, nem por isto, o homossexualismo não pode ser condenado como perversão, seja do ponto de vista social ou espiritual. 

Nesse sentido, Chico Xavier, apesar das críticas de católicos e mesmo dos espíritas, sempre defendeu que o homossexualismo (ou mesmo a bissexualidade), é uma "condição da alma humana". Com isto queria dizer que a opção sexual não é uma escolha, mas uma contingência de sua identidade espiritual. No seu caso, o entendimento de tal condição explica exatamente o porque de uma mulher que nunca teve tendência homossexual (aliás, muito pelo contrário) se apaixona por outra mulher. Não há discernimento, não há manifestação de vontade, mas sim a preponderância do sentimento. Ela se deixou levar pelo sentimento profundo de afinidade com um outro espírito que, por acaso, nesta vida, tem o mesmo sexo que o dela.

Nem digo que isto é amor, pode ser uma simples paixão, que como a ciência já descobriu, afeta nossas reações e nossa capacidade de entendimento. Uma paixão que poderia ter acontecido por outro homem e que, sobre você e seus filhos, teria o mesmo efeito devastador. O que vemos de agravante nesta história vai por conta do preconceito social do amor entre iguais, mas, na prática, trata-se de uma atração arrebatadora de duas almas.

A homossexualidade não deve ser vista com espanto ou como se fosse atacável religiosa ou moralmente. Quando entendermos que somos espírito e que amamos com a personalidade e não com o sexo, saberemos aceitar as diferenças.

Para administrar o fato, antes de tudo, é preciso aceitá-lo. Isto não significa concordar e deixar de sentir a dor que sente. Mas é preciso entender que a história de ambos (sua e dela) se acabou e, mesmo que vocês voltem a viver juntos, nenhum dos dois será como antes. Entenda, portanto, tudo que aconteceu como uma oportunidade de evolução e tente, religiosamente, com ajuda de um analista ou apenas meditando intimamente, compreender e aceitar. A paixão ou o amor de nosso parceiro por outro é uma das possibilidades da vida a dois e não está descartada nem mesmo quando duas pessoas se entendem como "amor de almas". Temos, aqui mesmo neste espaço, numerosos exemplos de amores dos quais ninguém duvida, mas que simplesmente não conseguem ficar juntos.
Você diz, ainda, que ela começou a beber, fumar (coisa que ela nunca aprovou) e a dormir constantemente fora de casa. E pergunta se isto tudo não seria influência de seu meio profissional. Não alimente esta idéia. Ninguém faz o que não lhe agrada intimamente. O que acontece é que sua ex-mulher (aprenda a aceitar esta palavra) está vivendo a liberdade. Não que ela não a tivesse, mas provavelmente não a sentia a seu lado e, mesmo extrapolando, acredita que está simplesmente "vivendo". Como já se falou nesta blog, a vida é feita de fases e acredito que esta também passará e, no futuro, juntos, com esta paixão homossexual ou sozinha, ela voltará a ser para você e seus filhos algo mais parecido com o quem já conheceu nos 25 anos de convivência. É preciso dar tempo à nova vida. Força.
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1 comentários :

  1. Quer saber, ela já devia dar mostras sim, voce é que naum percebeu, acho essa históoria de alma gemea a maior furada. Deus naum tá interessado com quem voce vai transar, sem essa de que a outra alma vai te dar paz, quem pode te dar paz é DEUS,é omo um poema de Manuel BANDEIRA DIZ CORPO SE COMUNICA COM CORPO, qual é> ALMA NAUM TRANSA, CAI NA REAL.

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