Saber que ele havia se suicidado foi difícil para mim, mesmo porque era o pai da minha filha, mas também não posso negar que senti um grande alívio. Tinha a sensação de que daquele dia em diante teria paz e poderia seguir a vida sem medo.

Passado algum tempo, resolvi sair de minha cidade. Isto já fazia parte dos meus planos, mesmo antes de tudo acontecer, pois estava formada e queria exercer a minha profissão de publicitária. Parti, então, para a maior cidade de minha região, onde teria várias oportunidades de trabalho e ainda assim estaria próxima de meus pais e amigos. Queria deixar o passado de lado, tudo de ruim que aconteceu e começar uma vida nova em outro lugar. Tentar esquecer e seguir em frente.
Parti em março de 2010 e em abril já tinha um emprego em uma agência. Estava sozinha, mas esperava me estabilizar para trazer minha filha, e assim fui seguindo minha vida, sempre conversando com o “Personal”. Ele sempre foi pra mim um grande amigo, além do homem que eu amava, a quem desabafava e que me ouvia, me entendia e colocava para cima. A gente conversava e se via pela webcam. Era uma das poucas coisas boas que eu tinha e estava tudo correndo muito bem.

Só que um certo dia comecei a perceber coisas estranhas que aconteciam em meu apartamento. Ainda morava sozinha e não entendia o que estava acontecendo. Não acreditava em vida após a morte, nem em espiritismo; fui criada no catolicismo, mas sabia que “Personal” era espírita, pois já tínhamos conversado sobre isso. Mas evitava falar sobre, já que não gostava e não acreditava. Ocorre que houve dias em que ficava muito assustada: tinha uma viagem a trabalho e sonhei que iria sofrer um acidente. Coloquei isto na cabeça e decidi não ir, só que, dias depois, recebi a notícia do acidente que meus colegas de trabalho sofreram, sendo que um deles morreu e outra ficou em coma.

Foi muito difícil aquela situação e conversei com o “Personal” sobre isso. Ele me falou sobre a religião, que eu precisava de ajuda e me fez entender um pouco sobre tudo isso. Cheguei a comentar com alguém no trabalho, que sabia também ser espírita, e ele dizia que como o Diogo havia se suicidado, poderia estar vagando, perdido, que precisava de ajuda, da minha principalmente. Falou que queria apresentar sua mãe pra mim e me convidou para almoçar na casa dele. Queria resolver aquela situação, então fui conhecer Dona Margarida, um anjo que Deus colocou em meu caminho para me ajudar. Ela me levou à casa espírita que frequentava e um dia marquei uma consulta com o médium responsável pelo atendimento, o qual disse que Diogo poderia não estar suportando o fato de eu ter encontrado minha alma gêmea e isso fazia com que não me deixasse em paz. E disse mais: que “Personal” era um amor de outras vidas, que o destino vem nos separando desde há muito tempo e disse coisas que só eu sabia, sentimentos íntimos e por isto comecei a acreditar no Espiritismo. Eles me pediram para rezar muito, mas tive medo de voltar ao apartamento. Ainda assim, me tranquei naquele apartamento, peguei velas, fotos dele, e comecei a rezar e conversar com ele. Sentia que seu espírito estava ali comigo. Havia desligado o celular e, preocupados, meus pais acabaram aparecendo no local para saber o que estava acontecendo. Não queria que eles soubessem de nada, então pedi que fossem embora, mas, desconfiados, pegaram a cópia da chave com o porteiro e quando entraram e eu estava no chão rezando, com fotos de Diogo em minhas mãos.

Ambos acharam absurda aquela história, falaram que estava louca e minha mãe pediu que fosse chamada uma ambulância, pois eu parecia descontrolada. Por fim, meus pais me internaram à força em uma clínica de doentes mentais, mas não estava louca, só estava assustada, sofrendo e com muito medo. Sendo tratada como louca e dopada por remédios, fiquei internada por 19 dias e só consegui sair com ajuda de D. Margarida, que me confortou e me acalmou.

Nesta nova fase, minha mãe se mudou para o apartamento para me “vigiar”, mas segui os conselhos da D. Margarida e do “Personal”, que eram as únicas pessoas que me ajudavam. Só podia contar pra eles, e segui minha vida com aparente normalidade, até que meus pais acreditaram que eu “estava 'melhor''. Voltei a frequentar a casa espírita e comecei a ler sobre Espiritismo, sobre almas gemeas e decidi fazer uma regressão, quando tive certeza que “Personal” era sim um amor de outra vida. Soube que fomos um casal, que tivemos um filho e que eu o teria ferido no joelho esquerdo. Isto para mim foi demais, porque justamente naquela época ele estava mesmo com um problema no joelho esquerdo. Fiquei aflita, chorei muito e com isso não consegui ir adiante na regressão. 

Raquel
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Sobre Editor

Esta não é uma página pessoal. Todo o material é compilado por uma equipe de colaboradores, coordenada pela editora Ana Carolina Grignolli, jornalista especializada em comportamento.
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11 comentários :

  1. Nossa cada parte que leio dessa historia fico mais arrepiada

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  2. Tenho uma vontade enorme de fazer uma regressão pra saber se o meu amor é tb um amor de outra vida, mais no fundo tenho medo

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  3. Estou esperando terminar essa historia pra depois comentar tbm sobre : mais é incontrolavel a vontade de comentar.
    Eu sou nova no espiritismo estou passando por um mal momento , me encontro sem saida , espero que nessa historia tenha alguma coisa semelhante ao q estou passando ,e assim poder ver qual foi a atitude que essa moça tomou ,nessas horas dificeis , fica a pergunta o que fazer ? pois eu não sei o que fazer...

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  4. Todos nós que estamos aqui lendo ,temos algum problema , e ficamos buscando respostas pra tais perguntas, achamos que ninguém sofre mais do que nós , ali qdo lemos uma historia dessa , temos a conciencia , que nosso sofrimento fica muito pequeno ate ''insignificante'' perto do que essa moça passou !

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  5. essa é a mais pura vdd mesmo.as vezes fazemos uma tempestade num copo da água...Não vejo a hora de ver o fim dessa historia que me emociona a cada parte.

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  6. Que História ! Sem comentarios:(

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  7. MUITO TRISTE ...

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  8. nossa quanta pergunta tenho a fazer a essa moça será que tem como entrar em contato com ela , estou em um momento de desespero queria muito uma ajuda , será q ela poderia me ajudar..por favor.se vc Raquel por um acaso ler o meu comentario me manda um e-mail por favor cassiapereira@hotmail.com

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  9. muito triste mesmo , pensou sua propria familia te internar em um hospicio ,te tratando como doente mental,que horror , tudo isso pela ignorancia das pessoas em nao acreditarem q a vida não acaba qdo a gente morre

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  10. Como os pais dela chegaram tão rápido ao seu apartamento, se moram em cidades diferentes? E eles foram correndo pq ela n atendeu ao telefone?A internaram pq estava rezando, tomando a decisão e conseguindo um local instantaneamente?Os médicos do local tb são extremamente irresponsáveis e sem competência profissional por n terem sido capazes de diagnosticar a moça corretamente. Uma coisa eh os pais não terem conhecimento sobre doenças mentais, outra coisa eh os médicos da instituição aceitarem um absurdo desse. Essa história começou mto bem escrita, mas fica cada vez menos fidedigna.

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  11. tenho uma conhecida q passou por essa situação , se ela estava no apartamento dela afirmando pros pais que o ex dela estava ali, sendo que ele se encontra morto , quem não acredita nisso julgam as pessoas como loucas mesmo, e vai saber como essa moça estava no momento,essa minha conhecida como tbm não acreditava muito em espiritismo , ficou em panico , gritava , chorava ,ficou ate violenta quando internaram ela, ficou descontrolada mesmo,imagina te internarem como louca te levando a força, normal as pessoas reagirem assim, e outra as vezes o blog não dá detalhes mesmo ,eles diminuem a historia..ou ate mesmo essa moça não se explicou corretamente , ctz q deve ter sim uma explicação.

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