No dia em que Diogo me bateu havia uma festa de um casal de amigos à qual queria muito ir. Me arrumei com um vestido longo de gestante, um brinquinho na orelha e um batom bem clarinho. Fazia tempo que não me arrumava, que me senti linda. Já tinha conversado com minhas amigas, que sabiam que eu iria, e uma delas foi até minha casa para ir comigo e com o Diogo. Ela queria uma carona e era uma amiga de anos, quase uma irmã; e quando chegou falou que eu estava linda grávida e ficamos esperando. Mas quando Diogo chegou e me viu pronta, perguntou: “Onde é que você pensa que vai?”. Reespondi que também iria para a festa e ele riu, falando que eu estava horrível, ridícula e que jamais sairia comigo. Falei, então, que iria sozinha, mas quando fui pra abrir a porta da sala ele me pegou pelo braço e me jogou com no sofá.
Senti uma dor terrível na barriga — estava de quase 8 meses — e, ainda assim, qle me bateu enquanto continuava sentada no sofá. Não conseguia me levantar de tanta dor nas costas e na barriga, e muito menos me defender.

Depois desse dia, acabou tudo... Não tinha mais como continuar casada com um homem assim, jamais iria aceitar ficar apanhando de marido. Falei que tinha sido a primeira e última vez que relava a mão em mim. Fui embora no mesmo dia e voltei pra casa dos meus pais, toda machucada. Meu pai quando viu aquilo ficou louco e foi atrás dele, mas a sorte é que ele era tão covarde que sumiu por uns meses da cidade. Por insistência da família, registrei queixa na delegacia, mas sentia que isso não mudaria nada, não apagaria tudo que tinha acontecido.

Depois de um mês, minha filha nasceu. Não vi mais meu ex-marido e ele nunca ligou sequer para saber o nome da menina ou se ela estava bem. Nunca quis saber de nada e, depois que minha filha completou 6 meses de vida, parei pra pensar o que eu iria fazer da minha vida e a primeira providência foi voltar aos estudos. Precisava terminar minha faculdade, precisava dar a volta por cima, e foi o que eu fiz. Fui cuidar da minha auto- estima: emagreci, cuidei do meu corpo, da minha aparência e, aos poucos, fui voltando a ser a Raquel de antes.

Mas emocionalmente não dava pra ser a mesma de antes. Há feridas que não fecham. Voltei a trabalhar na loja do meu pai e, como moravam no andar de cima, isto me permitia cuidar de minha filha também. Trabalhava durante o dia e a noite minha mãe ficava com minha filha pra que pudesse ir à faculdade. Assim segui minha vida.

Depois de um tempo eu me encontrei por acaso com o Diogo. Pensei que ele fosse perguntar da nossa filha, mas quando me viu tão mudada, linda como ele nunca tinha visto, ficou louco de raiva. Acho que imaginava que estaria diferente da Raquel que ele me fazia ser. Minha felicidade incomodava-o demais e me ver bem foi o fim, pois ainda se sentia dono de mim. Começou a me ameaçar e não me deixava em paz quando saia com minhas amigas. Chegava e já fazia ''barraco''. Como tinha vergonha, quase nem saia de casa ou procurava alguma cidade vizinha. Foi essa a minha vida durante um bom tempo.

Eu não me envolvi com nenhum outro homem. Acreditava, àquela altura, que não existia amor de verdade, não acreditava mais nisso, até que aconteceu. Certo dia estava no MSN com uma amiga que tinha costume de ficar em chat conhecendo pessoas e perguntava que graça tinha conversar com quem a gente nem conhece. Mas ela me convenceu e passou o link de um chat, no qual acabei entrando por curiosidade e onde cliquei em encontros. Mal sabia eu que seria mesmo um grande encontro. Entrei na sala e me chamou atenção o nick “Personal Trainer”. Começamos a conversar e gostei do jeito dele; falei um pouco de mim e descobrimos que morava na cidade na qual ia muito com minhas amigas.

Depois disso, todos os dias eu entrava no MSN e ele sempre me chamava pra conversar. Isto se repetiu por três meses e para mim ele se transformou num amigo que eu gostava de contar e dividir as coisas. Sentia que ele era sincero em tudo, confiava e acreditava muito nele. Era legal tudo aquilo.

Comecei a sentir por ele uma coisa muito estranha, eu não via hora de dar o horário pra gente conversar. Ficava esperando ele entrar, e quando estava com ele a hora passava rapidamente. Meu coração disparava e não entendia o que era aquilo, como eu poderia me interessar tanto por uma pessoa que nunca tinha visto pessoalmente. Só podia estar doida, pra mim não era normal, mas eu sentia tudo aquilo e não tinha como fugir disso.

Até que percebi que estava apaixonada por aquele moço e resolvi contar que eu estava gostando muito dele, mesmo sabendo que ele tinha uma namorada. Queria saber o que achava e ele fui muito sincero comigo, dizendo que gostava da namorada e que comigo só queria amizade. Disse que gostava de mim como amiga e acreditava que eu poderia estar confundindo as coisas. Mas eu sentia e era real. Contei isso a minhas amigas e elas argumentavam que devia estar carente e que aquilo ia passar. Mas não concordava, não era aquilo que elas estavam falando, era muito forte o que eu comecei a sentir por ele; um sentimento tão forte que nunca havia sentido nem pelo meu marido. Queria mostrar pra elas e pra mim mesma que não era carência, que eu realmente gostava dele de verdade. E, depois de tudo que me aconteceu, muitas pessoas sabem que meu amor era e é verdadeiro. 

E o que quero lhes contar é que um amor verdadeiro existe...
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Sobre Editor

Esta não é uma página pessoal. Todo o material é compilado por uma equipe de colaboradores, coordenada pela editora Ana Carolina Grignolli, jornalista especializada em comportamento.
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7 comentários :

  1. POXA TEM CONTINUAÇÃO ESSA HISTORIA AINDA?
    NÃO VEJO DE HORA PODER LER TUDO, ESTOU ANCIOSA...

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  2. vo te q espera ate amanha pra poder ver o fim dessa historia :(

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  3. Sera q essas historias são mesmo reais?
    Dificil acreditar q uma pessoa sofra tanto assim.

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  4. vamo espera p ver ne o fim tambem to anciosa

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  5. cade a continuação ?

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  6. cadê a primeira parte da história ? qdo clico na primeira parte dá erro diz que não existe , queria muito ler a primeira parte p poder entender..

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  7. Olá,

    Obrigada pela observação. O link estava "quebrado", mas já fizemos a correção. Um abraço.

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