Meu nome é Raquel, tenho 27 anos. 

Quando eu tinha meus 18 anos, conheci o Diogo, que foi meu esposo e o pai da minha filha. Eu me apaixonei por ele, que era um cara incrível, cativante, de bem com a vida; tinha muitas qualidades e me conquistou. Pra mim, era o cara perfeito, só que tinha um problema: meu pai não gostava dele e não aceitava meu namoro. De minha parte, achava que era implicância ou ciúmes de mim pelo fato de ele ser meu primeiro namorado. Por isto mesmo e apesar de toda a vigilância, namorei Diogo sem meu pai saber.

Foi uma época difícil, pois minha intenção era namorar com a família toda sabendo. Levar ele pra minha casa, participar de festas ao meu lado, numa vida normal de namorados. Nossos planos era terminarmos os estudos, trabalhar e casar, mas não foi isso que aconteceu. Depois de 2 anos vivendo assim, chegou uma hora que não dava mais. Queríamos sair juntos com os nossos amigos sem ter que esconder de ninguém. Eu já tinha 20 anos e éramos felizes juntos. Ele, super-carinhoso e dedicado, me fazia feliz e não tinha dúvida que ficaríamos juntos pra sempre. Resolvemos, então, morar juntos, mas quando falei para meus pais começou todo o drama. Para eles foi um decepção enorme. É claro que não queriam, não gostavam do Diogo e meu pai disse que eu ia me casar com uma pessoa que ele não aprovava, que eu estava fazendo tudo errado e que deveria ter consciência que para casa dele eu não voltaria mais.

Foi muito difícil isso pra mim. Não entendia o por quê de ambos não aceitarem meu namoro e, se eu estava indo embora, era por causa dessa resistência, pois também não queria que fosse assim. Fui embora, mas continuei trabalhando na loja do meu pai, que me pagava um salário e os meus estudos. Ele fez questão de continuar fazendo o que fazia quando eu ainda morava com ele, mas estava excluída de todas as festas familiares.

Sofri muito com isso e mal sabia de tudo que ia me acontecer, de tudo que estava por vir...

Diogo começou a mudar aos poucos. Dia após dia. A princípio, acreditava que era “normal” — todos dizem que casamento não é fácil —, mas ele começou a ter um ciúmes exagerado, descontrolado e doentio. Começou a me proibir de usar batom, brinco, shorts, vestido e blusinha. Minhas roupas eram calça larga e camiseta. Parecia um menino. Minha auto-estima quase desapareceu; a vaidade normal de uma mulher eu não podia ter mais. Hoje, nem sei porque aceitei tudo isso, mas na época eu não queria brigas. Fazia o que ele mandava, só pra evitar brigas, mas suas atitudes faziam com que, aos poucos, deixasse de gostar dele. No princípio, eram só ciúmes, mas depois Diogo começou a ser agressivo nas palavras, começou a me maltratar e nesse meio tempo eu engravidei.

Não estava nos meus planos, mas aconteceu em uma troca de anticoncepcionais. Como meu marido havia mudado muito, não sabia como iria reagir à noticia. Minhas amigas acreditavam que tudo mudaria com o fato de ser pai, só que ele mudou pra pior. Quando dei a notícia, reagiu da pior forma que um homem poderia reagir: disse absurdos, coisas que eu jamais imaginei ouvir dele. Imaginem minha situação: grávida de um homem que odiou a notícia de ser pai; casada e gravida de um homem que meu pai não gostava e não aprovava. Fiz de tudo pra ficarmos juntos. Deixei minha família acreditando no que a gente sentia um pelo outro e agora ficava me perguntando o “por quê” de tudo isto.

Mas segui com minha gravidez, enquanto ele não participava de nada. Nunca foi ao médico comigo. Chegava em casa e não perguntava como eu estava. Não queria saber de nada, se eu estava bem, se o bebê estava bem, nada... Minha barriga começou a crescer e, como toda mulher, engordei e surgiram estrias e celulite. Ele dizia que estava ficando feia, que tinha vergonha de sair comigo com aquela barriga, que eu não servia pra mais nada.

Chorei minha gravidez toda. Sempre que eu estava feliz com uma roupinha nova ou uma visita ao médico — as coisas boas de uma gestação —, Diogo ficava com raiva. Sentia prazer em me colocar pra baixo e eu abaixava a cabeça e deixava ele brigar sozinho, só ficava ouvindo e com isso ele ficava com mais raiva. Muitas vezes, saia com os amigos na sexta-feira e só voltava no domingo a noite. E quando contava pra umas 2 ou 3 amigas elas nem acreditavam como ele podia ser tão falso assim, como uma pessoa pode mudar do dia pra noite. Ainda assim, me aconselhavam a deixá-lo e voltar para a casa de meus pais.

Com tudo isto, conseguiu fazer com que eu sentisse por ele o que eu nunca senti por qualquer outra pessoa: desprezo, raiva, mágoa. Mas eu não podia voltar pra casa dos meus pais, pois sempre respondi que estava feliz no casamento. Mas a gota d’água foi quando ele me bateu...

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Sobre Editor

Esta não é uma página pessoal. Todo o material é compilado por uma equipe de colaboradores, coordenada pela editora Ana Carolina Grignolli, jornalista especializada em comportamento.
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6 comentários :

  1. cazei AOS DEZOITO ANOS TIVEMOS TRES FILLOS MARAVILLOZOS DEPOIS 35 ANOS DE CAZADO ELE ME TRAIO FOI EMBORA COM OUTRA TEMDO UM FILLO COM A OUTRA OGUE NOS FIZEMOS DE ERRDO FOI AMAR DEMAIS ELE SEU NOME E WILSON FELIX

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  2. sou casada amo meu marido mas nao consigo esquecer meu primeiro namorado sinto uma coisa muito estranha por ele porque sera?

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  3. o sinonimo de amar é sofrer,pois não posso ter quem vive no meu coração,a distancia e a saudade dói tanto,mais não posso fazer nada,só me resta sofrer e tentar esquecer...

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    1. Para com isso. Se declara! :) porque complicar? Desata logo este nó e seja feliz. Percebe que para ser feliz precisa se de tão pouco? Mas que para muitos este pouco é representado como nada? Vou te dar um conselho. Mas se conselho fosse bom a gente vendia né? Na vida a gente passa por muitas coisas ruins e boas. De repente de tanto sofrer e não ter mais esperança ficamos ruins conosco mesmo deixando de sonhar de acreditar. Mal sabemos que quem escreve o nosso livro somos nós mesmos. Quando em momentos de indecisão, de muita reflexão, você tiver que tomar uma decisão responda com o coração. Não é a opinião de um terceiro que fará a sua escolha mas sim alguém que mora dentro deste teu ser. Fique em paz. Não deseje na outra vida ser feliz. A vida é esta.

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  4. a minha esperança acabou estou no fundo do posso assustei o amor da minha vida fui muito ignorante com ele culpa de tantas decepções do passado com outras pessoas te amo Edi volta pra mim.

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  5. vc tem toda razão o sinônimo de amar é sofrer estou namorando com um rapaz que foi casado 18 anos e mim falou que a es dele não era carinhosa estou resumindo o que adianta carinho se eu sou carinhosa meiga e não estou recebendo o mesmo em troca na verdade muitas vezes o erro parte da própria pessoa e ela não enxerga falo em relação da falta de carinho de sua es como a mulher vai ser carinhosa com um cara que a unica coisa que parece interessar é o sexo? isso já comigo quem que amor dar amor.

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