CINCO HISTÓRIAS DE AMOR


A idéia não é original, mas como o amor é um sentimento eterno e impreciso, sempre vale a pena conhecer novas histórias de amor. Pois é isto que pretende o Jornal de Santa Catarina e a rede RBS (afiliada da Rede Globo no Sul do país). Eles selecionaram 203 inscritas numa promoção e elegerão o vencedor por votação popular. O casal vencedor terá direito a um jantar romântico, fotos e filmagem exclusivas da cerimônia de casamento coletivo, que ocorre neste sábado em Blumenau (SP). A história vencedora será divulgada sábado. Para votar, clique no link abaixo e selecione o nome do casal com a melhor história:


Juliane Fiamoncini, 21, e Juliano da Veiga, 29
"Era noite de 6 de julho de 2009, quando uma perereca apareceu na sala do meu apartamento, na Rua Minas Gerais. Grande e barulhenta, me deixou apavorada, não conseguia dormir. Sem coragem para pegá-la, pedi ajuda para três vizinhos do prédio, que não me atenderam. Recorri então a um grupo de amigos que fazia um churrasco do outro lado da rua. Lá estava Juliano, que largou a festa e veio me socorrer. Depois que ele retirou a perereca, agradeci e começamos a conversar. Pudemos nos conhecer melhor. Eu estava saindo de um relacionamento de seis anos e aquele era o momento certo. Em setembro, noivamos e fomos morar juntos. A união foi completada em novembro, quando descobri que estava grávida. Era Ana Lívia, nossa filha que nascerá em julho."

Maike Reinhold, 33, e Bruno Baddaratz, 72
"A nossa história é triste e feliz ao mesmo tempo. Eu tinha 15 anos quando engravidei. Não tinha onde morar. Passei a dormir na casa de amigos, nos salões de baile, em qualquer lugar que me acolhessem. E foi em um dos salões da Vila Itoupava que encontrei o responsável por mudar a minha vida. Numa noite de sábado de janeiro de 1993, o conheci, dançando. Contei-lhe que estava grávida e não tinha rumo. Ele me disse que era para eu seguir com ele, pois cuidaria de mim e assumiria a criança. Como eu estava sozinha, aceitei e fui morar na casa dele, na Itoupava Central. Em março daquele ano, a criança nasceu prematura e morreu dois dias depois. Ele cuidou de tudo. A situação nos aproximou ainda mais. Hoje temos um casal de filhos de 10 e 8 anos e estamos felizes. Apenas no ano passado ele conseguiu o divórcio pelo qual lutava por anos. E sábado vamos nos casar."

Deise Campestrini, 19, e Jean Medeiros, 29
"O Jean era motoboy e entregava refeições. Eu, estudante. Certo dia eu e uma amiga, a Gabriela, atravessávamos distraídas a Rua Fritz Koegler, na Fortaleza, e ele quase me atropelou. Parou com a moto bem próximo de mim. Preocupado, desceu para ver se eu estava bem, cumprimentou a Gabriela, que ele já conhecia, e foi embora. Não sabia, mas assim como eu, ele morava na Rua 25 de Agosto. Uma semana depois do incidente eu voltava da escola enquanto ele fazia uma entrega. Ele me avistou, se aproximou e começamos a conversar. Pediu-me em namoro e aceitei. Era 6 de julho de 2006 e desde então passamos a morar juntos. Nossa família cresceu, temos duas filhas, uma de 2 anos e outra de 8 meses."

Nelci Fischer, 56, Altino Almeida, 74
"Conceder uma dança foi tudo o que precisei fazer para nos conhecermos num domingo à tarde, em setembro de 2007, no baile da terceira idade. Duas semanas depois marcamos novo encontro e já começamos a namorar. Ele viúvo, eu divorciada, havia tempos buscávamos uma companhia. Passaram-se oito meses quando fui diagnosticada com câncer. Ao contrário do que todos diziam, que Altino me abandonaria, ele ficou ao meu lado. Cuidou de mim, me fazia curativos, foi reconfortante. Em novembro de 2008 sofri uma cirurgia. Era a semana da catástrofe. Ele perdeu parte da casa e foi morar comigo e com minha filha. Em dezembro, outro baque: ele perdeu um filho com câncer, na mesma semana que saí do hospital. Na dor, nos apegamos ainda mais. Em janeiro deste ano passamos a morar sozinhos. O casamento de sábado é a única coisa que faltava para completar nossa história."

Odete do Nascimento, 60, Orion Tonolli, 81
"Sempre sonhei com o dia em que pudesse gritar ao mundo a felicidade que sinto por estar ao lado do Orion. Nosso relacionamento começou há 46 anos. Eu tinha 14 anos e estava indo para o Colégio Sagrada Família, à noite, quando um homem se aproximou de mim, dirigindo seu Aero Willys bem devagar. Desconfiada, apenas sorri e segui ao colégio. Quando saí, fui surpreendida. Ele estava me perseguindo novamente. Gritei, xinguei, mas ele não desistiu. Pediu respeitosamente para me dar uma carona para casa. Mesmo relutante, aceitei. Ao chegar em casa, Orion me pediu para anotar seu telefone, despediu-se e beijou minha mão. Foi o suficiente para me despertar uma paixão fervorosa. Foi o único homem que conheci na vida. Mas nossa união sofreu resistências e preconceitos. Ele é branco, eu sou negra. Ele era bem de vida, eu, pobre. Sofremos inúmeros preconceitos, mas enfrentamos de cabeça erguida. Do nosso relacionamento nasceu a Iracy, hoje com 26 anos. Mesmo com todas as dificuldades que passamos por causa de nossas diferenças, sou a mulher mais feliz do mundo, porque o conheci."

Imagem : Flickr. Autor :  Nattu
Compartilhe no Google Plus

Sobre João Casmurro

Esta não é uma página pessoal. Todo o material é compilado por uma equipe de colaboradores, coordenada pela editora Ana Carolina Grignolli, jornalista especializada em comportamento.
    Deixe seu comentário
    Comente no Facebook

1 comentários :

  1. Angélicamaio 27, 2010

    existe um mal que afeta so a vida sentimental?tenho problemas na minha sentimentral, só me envolvo com rapazes que não presta quando eu fico, depois me arrependo preciso de ajuda não sei mais o que fazer, pois minha vida sentimental esta cada vez mais abalada sofro todos os dias porque quero um casamento, uma pessoa que me queira da maneira que sou sou uma jovem de 22 anos e estou aflita...
    (26/5/2010 21:23:09) - ZAIRA ANGELICA DAROLT SERTORIO

    ResponderExcluir

Deixe aqui seu recado ou depoimento, de forma anônima se preferir. Respeitamos a sua opinião, por isto recusaremos apenas as mensagens ofensivas e eventuais propagandas. Volte sempre!

REGRAS PARA COMENTÁRIOS:

O espaço de comentários do Blog Amor de Almas é essencialmente livre, mas pode ser moderado, tendo em vista critérios de legalidade e civilidade. Não serão aceitas as seguintes mensagens:

1. que violem qualquer norma vigente no Brasil, seja municipal, estadual ou federal;
2. com conteúdo calunioso, difamatório, injurioso, racista, de incitação à violência ou a qualquer ilegalidade, ou que desrespeite a privacidade alheia;
3. com conteúdo que possa ser interpretado como de caráter preconceituoso ou discriminatório a pessoa ou grupo de pessoas;
4. com linguagem grosseira, obscena e/ou pornográfica;
5. de cunho comercial e/ou pertencentes a correntes ou pirâmides de qualquer espécie;
6. que caracterizem prática de spam;
7. são aceitos comentários anônimos, contanto que não infrinjam as regras acima.

A REDAÇÃO:

1. não se responsabiliza pelos comentários dos frequentadores do blog;
2. se reserva o direito de, a qualquer tempo e a seu exclusivo critério, retirar qualquer mensagem que possa ser interpretada contrária a estas Regras ou às normas legais em vigor;