AMOR PLATÔNICO É COMO UM VULCÃO INATIVO


"Amor platônico é como um vulcão inativo" (Andre Pevostv).

Fala-se de amor das mais diversas formas: amor físico, amor materno, amor divino, amor à vida mas é o tipo de amor que tem relação com o caráter da pessoa e o que a motiva a amar, a querer agir em prol desse amor. Podemos dizer muito sobre a personalidade de uma pessoa baseando-se no tipo de amor que ela vivencia. Amar também tem o sentido de "gostar muito" e, sendo assim, é possível amar qualquer ser vivo ou qualquer objeto.

Amor Platônico é uma expressão popular usada para designar uma amor ideal, um amor impossível de atingir ou se realizar, um amor perfeito, puro e até casto. Mas o porquê desse adjetivo? Platão foi um filósofo grego, nascido em Atenas, discípulo de Sócrates e mestre de Aristóteles e foi quem desenvolveu a Teoria das Ideias ou Teoria das Formas. O conceito de Ideia, para ele, não é uma cogitação da razão ou da fantasia humana mas sim a realidade essencial. O mundo da matéria seria apenas uma sombra que lembraria a luz da verdade essencial.

Vincula-se o atributo "platônico" para expressar algo que existe apenas no plano subjetivo, do pensamento, mas é uma interpretação equivocada do conceito de Amor na filosofia de Platão. O amor em Platão é falta, ou seja, o amante busca no amado a ideia —a verdade essencial— que não possui e nisso supre a falta e se torna pleno, de modo dialético e recíproco. Em oposição ao conceito de Amor na filosofia de Platão está o conceito de Paixão. Essa seria o desejo voltado exclusivamente voltado para o mundo das sombras, abandonando-se a busca da realidade essencial.

As pessoas que amam sem serem minimamente ou totalmente retribuídas, amam alguém quem talvez nem saiba da sua existência ou da existência desse tipo de afeto por elas. Como poderiam saber? Esse amor platônico costuma ser individual, escondido a sete chaves lá dentro do peito, não há demonstração concreta alguma mas há um sofrimento constante. Mas por que elas fazem isso, qual o medo em se declarar e se arriscar?

Tudo bem, sei que a possibilidade do sofrimento pode ser devastadora e paralisante mas... viver na solidão também não é? Já pensou que, talvez, você possa despertar no outro o afeto? Que ele possa cogitar em te amar também? Em algum momento é preciso sair desse plano das idéias e ir para o plano da ação, quem não arrisca não petisca. Pense nisso.

Psicóloga clínica e mestre em neurociências. Veja outros artigos
Imagem: KrätzschePhotography  (happy with you!)
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Sobre João Casmurro

Esta não é uma página pessoal. Todo o material é compilado por uma equipe de colaboradores, coordenada pela editora Ana Carolina Grignolli, jornalista especializada em comportamento.
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