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"O casal britânico Edward Downes, 85 anos, e Joan Downes, 74, viajou para o ponto final de seu destino na terça-feira 14 - a clínica Dignitas (foto), que realiza suicídio assistido na Suíça. Edward e Joan fizeram valer a si o que chamavam de "sombrio direito": morrerem juntos, e sem dor. Os seus filhos, presentes à clínica, disseram que aos pais foi dada uma pequena dose de um líquido claro. Aí eles deram-se as mãos e, em cerca de dez minutos, já não mais viviam. Edward, ex-maestro da Filarmônica da BBC e da Royal Opera e agraciado pela rainha da Inglaterra com o título de Sir, estava quase cego e com surdez progressiva. Joan, ex-dançarina, coreógrafa e produtora de televisão, padecia de câncer".(Revista IstoÉ)
A notícia divulgada pela imprensa mundial, sem entrar no mérito do suicídio assistido ou da eutanásia, mostra a realidade (cruel e ao mesmo tempo bela) do amor na idade madura. A velhice, que recentemente foi tema de angustiante entrevista de Chico Anysio (o humorista escreveu : "a vida está aí para que a aproveitemos, mas a verdade é que estou de saída"), é um momento de despedida. E o amor de que tratamos neste espaço, absoluto e companheiro, sem dúvida é a maior perda que um coração que o conheceu pode sentir. Daí se entender, concordando ou não, com a iniciativa do casal inglês.
E cada um de nóes entenderá se pensar friamente na própria morte e no afastamento, em que dimensão seja, da pessoa que mais ama. Por isto é preciso viver com respeito às experiências, aos momentos felizes e às pessoas. Precisamos amar diariamente e, mais que isto, demonstrar este amor, pois o tempo joga contra nossas expectativas. E, mais cedo ou mais tarde, cobrará sua posição de comando e ordenará nossa passagem para outras experiências. Pense nisto.
A notícia divulgada pela imprensa mundial, sem entrar no mérito do suicídio assistido ou da eutanásia, mostra a realidade (cruel e ao mesmo tempo bela) do amor na idade madura. A velhice, que recentemente foi tema de angustiante entrevista de Chico Anysio (o humorista escreveu : "a vida está aí para que a aproveitemos, mas a verdade é que estou de saída"), é um momento de despedida. E o amor de que tratamos neste espaço, absoluto e companheiro, sem dúvida é a maior perda que um coração que o conheceu pode sentir. Daí se entender, concordando ou não, com a iniciativa do casal inglês.
E cada um de nóes entenderá se pensar friamente na própria morte e no afastamento, em que dimensão seja, da pessoa que mais ama. Por isto é preciso viver com respeito às experiências, aos momentos felizes e às pessoas. Precisamos amar diariamente e, mais que isto, demonstrar este amor, pois o tempo joga contra nossas expectativas. E, mais cedo ou mais tarde, cobrará sua posição de comando e ordenará nossa passagem para outras experiências. Pense nisto.

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