A crise financeira mundial não se limitou ao âmbito econômico ou de trabalho. Como consequência, instalou-se também nos relacionamentos e conseguiu ser devastadora entre muitos casais. Assessor de investimento de uma financeira com sede em Caxias do Sul, William Teixeira relata que, no auge da crise, muitos operadores sofreram por causa da situação. "É muito difícil não levar o problema para casa. Na época forte da crise, no fim do pregão, a gente saía para relaxar e não chegar tão tenso em casa", relata.

Na Espanha, um estudo revelou que quase um em cada quatro homens considera que a crise afeta sua vida sentimental. Ou seja, 23% afirmam que a crise está interferindo em seus encontros amorosos e os obrigando a reduzir gastos nas atividades relacionadas com busca de pares. No aspacto sexual, pesquisa feita com 5 mil pessoas nos EUA mostrou que o sexo de 62% delas piorou. No Canadá, um estudo realizado em 2008 com 191 homens e mulheres mostrou que 12% tiveram o casamento desfeito por “motivos financeiros” nos últimos seis meses.

Por outro lado, a crise pode estar gerando um efeito positivo no impulso por novos romances. Agências de namoro especializadas em encontrar o parceiro ideal estão anunciando que o interesse pela paquera cresceu bastante. A Match.com, por exemplo, teve seu melhor trimestre dos últimos sete anos. Outro serviço de busca de parceiros românticos, com escritórios em Nova York, Los Angeles e Miami, diz que os negócios aumentaram 40% entre os clientes do sexo feminino nos últimos quatro meses.

Os especialistas acreditam que pessoas desempregadas têm mais tempo para navegar na internet e que os serviços de namoro online são uma forma relativamente barata de conhecer um novo amor. Outros estudiosos garantem que pessoas solteiras buscam o conforto de um relacionamento durante períodos difíceis. Como a crise financeira, a recessão sexual também começou nos Estados Unidos. Se por aqui os sinais começam a aparecer agora, por lá já existem até grupos de apoio para ajudar as mulheres a lidar com os problemas decorrentes da quebradeira geral. O Dating a Banker Anonymous (algo como Namoradas de Banqueiros Anônimas) foi criado no ano passado para que as chamadas viúvas de Wall Street compartilhassem suas tristes histórias. Fazem parte do clube 30 mulheres entre 25 e 30 anos que, além de se encontrarem uma ou duas vezes por semana, mantém um blog.
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Sobre João Casmurro

Esta não é uma página pessoal. Todo o material é compilado por uma equipe de colaboradores, coordenada pela editora Ana Carolina Grignolli, jornalista especializada em comportamento.
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