25/05/2014

CASAL PARTE NO MESMO DIA, APÓS 70 ANOS CASADOS

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 Helen e Kenneth Kedundee, que foram casados por 70 anos 
Partiu junto um casal que, segundo conhecidos, tomava café da manhã de mãos dadas pelos 70 anos que durou seu casamento.

Helen Kedundee tinha 92 anos quando partiu, na noite desta sexta (23). Seu marido, Kenneth Kedundee, deu o último suspiro na manhã de sábado (24).

Os oitos filhos do casal disseram à imprensa americana que seus pais eram inseparáveis.

“Não se desgrudaram desde que se conheceram, ainda adolescentes. Eles até preferiram dividir a parte de baixo de um beliche, uma vez que foram viajar e os colocaram em cabines separadas do navio”, conta a filha Susan Kedundee.

“Nós sabíamos que, quando um fosse, o outro iria junto”, disse outra filha, Linda. Ela conta que, assim que os médicos contaram que Helen havia morrido, Kenneth falou para os filhos: “A mamãe morreu.” Ele se prostrou na cama e, dizem os filhos, começou a ir embora aos poucos.

“Ele estava pronto”, diz um deles, Cody. “Ele só não queria deixá-la aqui sozinha.”

“Éramos 24 das pessoas que mais o amavam ao redor do seu leito, lendo suas escrituras prediletas e cantando hinos religiosos”, diz Susan.

O casal se conheceu na cidade americana de Newport, em 1944. Kenneth, que estava a quatro dias de completar 21 anos, ainda não podia se casar pelas leis de então do Estado. “Mas ele não podia esperar”, conta o filho Jim. Então os dois pegaram um trem e foram para um Estado vizinho, onde a idade legal era de 19 anos e puderam dizer sim.

O hábito de viajar nunca desacelerou: depois que todos os filhos estavam criados, o casal Kedundee conheceu todos os 50 Estados americanos de ônibus (menos o Alasca e o Havaí, para os quais tiveram de tomar um avião).

“Ele não gostava de voar porque dizia que do avião você não vê a terra passando, então não tinha a sensação de jornada”, explica o filho Jim.

E o filho termina: “Foi por isso que ele esperou minha mãe ir, porque queria ver a jornada antes de ir ao encontro dela”.
A partir da Folha de S.Paulo. Leia no original

12/05/2014

BRITÂNICA ACORDA DE COMA AO OUVIR CANÇÃO DE SEU CASAMENTO

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Música embalou noite de casamento de
Maria Neal  e era tocada todos os
dias por seu marido no leito de hospital
Uma britânica acordou do coma após ouvir a canção que dançou na noite de seu casamento - e que é o conhecido tema do filme Ghost: Do Outro Lado da Vida.

Em março deste ano, Maria Neal, de Chark, no condado de Kent, no sudeste da Inglaterra, sofreu um forte derrame.

Ela foi desenganada pelos médicos, mas surpreendeu a todos ao despertar depois de ouvir Unchained Melody, do dueto americano Righteous Brothers, que havia embalado a sua noite de casamento há 21 anos.

Enquanto Maria estava hospitalizada, seu marido, Steve, colocava a música para tocar todos os dias. Em entrevista à BBC, a mulher disse que a ideia foi "brilhante", uma vez que "nada mais podia ser feito". "Eu não estava mais respondendo. Essa música realmente me toca profundamente, porque é muito bonita", disse Maria.

"A alegria que tínhamos ao ver qualquer movimento era indescritível. Mas quando obtive a primeira resposta dela, ao balançar a cabeça quando lhe perguntei o que era aquilo (a música), foi absolutamente fantástico", afirmou Steve.

A filha do casal, Kyrstie, que também ficou todo o tempo ao lado do leito da mãe, descreveu a emoção que sentiu ao vê-la acordar do sono profundo.

"Minha mãe chorou quando eu coloquei a música para tocar, o que partiu o coração. Mas ao vê-la reagir, eu fiquei muito feliz", disse a jovem.

"É ótimo estar em casa com a minha família e meu marido depois de ficar tanto tempo fora. Eles são o meu porto seguro", afirmou Maria.

A partir da BBC Brasil. Leia no original

22/10/2013

CRENÇA EM ALMAS GÊMEAS É MOTIVO DE PESQUISA

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Se você acredita em almas gêmeas, você não está sozinho. A busca pelo amor perfeito é um dos principais motivadores no Jogo da Conquista, principalmente entre os mais jovens. Mas será que acreditar cegamente nisso te ajudará a encontrar sua cara-metade? É assim que você vai chegar ao final de conto de fadas do tipo “viveram felizes para sempre”?

Um estudo da Universidade de Houston avaliou a crença na existência de “almas gêmeas” e seu impacto na qualidade do relacionamento. Foram comparados namoros entre pessoas que acreditavam em um “destino romântico” e pessoas que preferiam acreditar em um “amor desenvolvido com o tempo”. Os resultados mostraram que:

Pessoas que acreditam em um destino romântico (almas gêmeas) procuram reações emocionais positivas e compatibilidade inicial com o parceiro. Acreditam que um par romântico combina logo de cara ou não. Como resultado, se apaixonam intensivamente no começo. Mas quando os problemas começam a aparecer, tais pessoas têm mais dificuldades para lidar com eles e começam a procurar em outros candidatos a “cara-metade”. Ou seja, os relacionamentos tendem a ser intensos, mas curtos.

Pessoas que acreditam em um amor que evolui com o tempo buscam alguém que irá resolver os conflitos quando eles aparecerem. Acreditam que os relacionamentos podem se desenvolver e que o início da relação não precisa ser eufórico e baseado somente em emoções. Como resultado, essas pessoas tendem a ter relacionamentos mais duradouros.

De acordo com o estudo, se você procura relações intensas, mas não necessariamente longas, acreditar em almas gêmeas pode fazer bem. Porém, quando os conflitos começarem a aparecer o conceito de alma-gêmea não irá ajudar.

É por isso que algumas pessoas se apaixonam várias vezes pelo “parceiro perfeito”, mas depois acabam desapontadas e tudo termina. Isso acontece em momentos em que a relação não está caminhando tão bem, mas que mesmo assim pode ser trabalhada se houver maturidade.

É até irônico, pois acreditar cegamente em almas gêmeas poder ser justamente aquilo que te impede de ter A relação que você está destinado a ter. Portanto, adaptabilidade é tudo.

Jogue bem e jogue certo!
Rodrigo Farah
A partir do Portal UOL. Leia no original

20/10/2013

VIÚVA DE KUBRICK FALA DE SEU 'AMOR ETERNO'

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Seu objetivo sempre foi ser pintora e, para pagar as contas, a jovem Christiane iniciou uma carreira de atriz, nos anos 1950. Fazia, em Viena, uma montagem de As Três Irmãs. Stanley Kubrick, que precisava de uma atriz para cantar na cena final de Glória Feita de Sangue, contratou um agente local, que lhe indicou a montagem de Chekhov, pensando numa atriz (que não Christiane) como a ideal. Kubrick foi ver. Encantou-se com ela. "Contratou uma atriz e ganhou uma mulher. Para toda a vida.", resume Christiane.

Christiane conheceu o diretor durante
filmagens de 'Glória Feita de Sangue'
Christiane Kubrick e o irmão, Jan Harlan, estiveram em São Paulo para a abertura da Mostra, que este ano exibe uma retrospectiva do grande diretor. Christiane forneceu a aquarela - Kubrick retratado durante a filmagem de Barry Lyndon - que virou a vinheta da 37.ª edição. "Ficou muito bonita", ela diz. "Renata (Almeida) é muito dinâmica. Sabe fazer as coisas acontecerem", acrescenta Harlan.

Viveram juntos, Christiane e seu Stanley, até a morte dele, em 1999. Foram mais de 40 anos. Desde então, o irmão e ela dedicam-se a manter viva a chama de Kubrick. Agora mesmo, há uma exposição em São Paulo - na Mostra -, e os filmes estão sendo sempre polidos e restaurados, para novos lançamentos. "Tudo isso sai caro, mas a obra de Kubrick continua atraindo o público. Para a indústria do cinema, ainda vale a pena investir nele. Kubrick é rentável."

A viúva conta que Kubrick não admitia interferências do estúdio, mas se empenhava em fazer filmes atraentes para o público. "Ele ficava orgulhoso com as boas rendas. Sabia que iam tranquilizar os executivos e ele poderia continuar trabalhando como gostava." Como foi viver tanto tempo com um gênio? "Stanley minimizava a questão. Dizia que era 10% de talento e 90% de trabalho." Não mais na entrevista, realizada num hotel da Paulista, mas na apresentação da vinheta, quinta-feira à noite na abertura da Mostra, ela contou uma história de Barry Lyndon. "Ele se feriu e sangrou, por causa de um espinho. Dizia que colocou seu sangue naquele filme."
A partir do Estadão. Leia no original

15/07/2013

HISTÓRIA DE AMOR MOTIVOU DECISÃO SOBRE UNIÃO GAY

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Edith Windsor comemorou decisão 
"Por favor, casem-se imediatamente", disse Edith "Edie" Windsor a amigos gays que lhe telefonavam nesta quarta-feira para comemorar a decisão histórica da Suprema Corte americana, que declarou inconstitucional a Defense of Marriage Act (Lei da Defesa do Casamento, ou Doma, na sigla em inglês), abrindo caminho para que casais do mesmo sexo tenham acesso a benefícios federais até então exclusivos para os heterossexuais.

Windsor, de 84 anos, é a autora da ação que contestou o trecho da Doma que define o matrimônio como "união entre um homem e uma mulher". Ela tomou a decisão de entrar na Justiça depois de ter sido obrigada a pagar US$ 363 mil (cerca de R$ 805 mil) em impostos pela herança deixada por sua esposa, Thea Spyer.

Como o casamento das duas não foi reconhecido pelo governo federal, o caso foi tratado como se Windsor tivesse recebido o patrimônio de uma desconhecida.

"Quero ir agora mesmo para o Stonewall", disse Windsor segundo a revista americana The New Yorker, referindo-se ao bar no bairro nova-iorquino do Greenwich Village que foi palco dos confrontos entre gays e a polícia em 1969, transformando-se em um marco do movimento pelos direitos dos homossexuais.

Romance e luta pela vida

Foi no mesmo Greenwich Village que teve início a história de Windsor e Spyer, agora transformada em símbolo da luta pela igualdade de direitos de matrimônio para os gays.

Era a década de 60. Windsor, nascida na Filadélfia, estava divorciada do primeiro marido, Saul Windsor, com quem tinha sido casada por menos de um ano, e havia se mudado para Nova York para poder viver abertamente como gay. Ela conta que, na noite em que conheceu Spyer, uma psicóloga, as duas dançaram "até fazer buracos nas meias".
"Me sentia angustiada pelo fato de que, aos olhos de meu governo, a mulher que eu amei, de quem cuidei, com quem dividi minha vida, não era minha esposa legal, mas considerada uma estranha sem nenhuma relação comigo." Edith Windsor
Em 1967, elas iniciaram um noivado que durou 40 anos até que, em maio de 2007, casaram-se em Toronto, no Canadá. Spyer lutava contra esclerose múltipla desde 1977 e havia ouvido de seus médicos que tinha apenas um ano de vida.

Após a notícia, as duas mulheres decidiram oficializar a união de quatro décadas.

Com a progressão da doença, que deixou Spyer progessivamente paralisada, Windsor abandonou seu emprego na IBM para cuidar da esposa em tempo integral. Spyer morreu em 2009, após lutar contra a doença durante 32 anos.

"Três semanas antes de morrer, Thea disse: ‘Nossa, nós ainda estamos apaixonadas, não é?'", lembrou Windsor em uma entrevista ao jornal britânico The Guardian.

Herança e angústia

Retrato mostra Edith Windsor e a mulher, Thea Spyer; ação judicial motivou decisão nos EUA
Pela lei americana, quando um dos cônjuges morre pode deixar bens para o outro sem a necessidade de pagamento de impostos estaduais. O Estado de Nova York reconhece o casamento de pessoas do mesmo sexo, mas como o governo federal não reconheceu a união de Windsor e Spyer, ela foi obrigada a pagar os impostos.

"Me sentia angustiada pelo fato de que, aos olhos de meu governo, a mulher que eu amei, de quem cuidei, com quem dividi minha vida, não era minha esposa legal, mas considerada uma estranha sem nenhuma relação comigo", disse Windsor, em lágrimas, ao comentar a decisão.

Windsor relatou ao jornal americano The New York Times que teve dificuldade para conseguir um advogado. O caso foi assumido por Roberta Kaplan, do escritório Paul, Weiss, Rifkind, Wharton & Garrison, ao lado da organização de defesa dos direitos civis União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU, na sigla em inglês).

Enquando comemorava a decisão da Suprema Corte ao lado de Kaplan, Windsor recebeu um telefonema do presidente americano, Barack Obama e agradeceu seu apoio.

"Me sinto honrada e radiante por representar não apenas os milhares de americanos que tiveram suas vidas afetadas negativamente pela Doma, mas aqueles cujas esperanças e sonhos foram restringidos pela mesma lei discriminatória", disse à imprensa ao comemorar a decisão.
A partir da BBC. Leia no original

14/07/2013

PARA VIVER UMA HISTÓRIA DE AMOR

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“Eu perdi o meu coração no dia em que nasci. Gosto de dizer que dei a ela, mas eu não tive escolha…” E lá vamos nós acompanhar o que parece ser mais uma simples história de amor. Começa na maternidade a história do garoto que se apaixonou pela garota. Os anos passam, os dois ficam juntos, mas a vida se encarrega de separá-los. Mas é uma história de amor, lembra? Não, não é. A Story of Hearts é, na verdade, um comercial criado e executado pela Contexta AG para alertar sobre as doenças do coração, em nome da Swiss Heart Foundation.

E que melhor forma de mostrar a fragilidade do coração do que a principal razão que faz ele bater mais forte ou se quebrar em pedaços? Em resumo, a ideia é mostrar que, para se viver uma história de amor, antes de mais nada é preciso cuidar do coração. E isso é feito com uma narrativa sensível e envolvente, daquelas que faz você refletir a respeito. Nada mal para um comercial.


13/07/2013

EU E VOCÊ

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Que a lua te guie quando a noite for escura
Que deus te proteja quando te fizerem sofrer
Que o sol aqueça sua beleza mais pura
E que eu tenha sempre a palavra certa pra você
Por alguns minutos o céu foi meu espelho do passado
Aprendi, Enxerguei, Refleti e vi que tudo estava errado

Eu e você
Fiquei assim de um jeito tão apaixonado
Louco alucinado sem o seu amor
Preciso de algum jeito achar uma saída,
Sem você nada vida nada tem valor
E eu assim de um jeito tão apaixonado,
Louco alucinado por um beijo seu
Preciso de algum jeito achar uma saída,
Tudo em minha vida é só você e eu.
Eu e Você (Davi Luiz e Wesley)

JUNTOS ATÉ O FIM

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Nós vivemos em uma época onde todo mundo namora, todo mundo declara seu amor, mas são poucas as pessoas que realmente amam com toda sua vontade quem elas tem ao seu lado, contudo o casal Angelo Merendino e Jennifer mostraram para o mundo o que é amor de verdade e que ele ainda existe.

Logo depois de se casar com Jennifer, Angelo descobriu que ela estava com um tipo câncer extremamente agressivo e o tratamento precisava ser iniciado imediatamente. Ele, sendo fotógrafo, resolveu registrar os momentos dessa batalha contra o câncer, porém isso era para uso pessoal deles.

Só que quando o tempo estava se esgotando e a doença começou a vencer a batalha, Jennifer pediu para seu esposo mostrar as fotos ao mundo para que as mulheres vissem aquilo e se cuidassem contra o câncer de mama.

Então confira essa história de amor emocionante, de um esposo que nos piores e mais tristes momentos estava lá, dando suporte para a mulher que amava, mesmo quando ela estava na pior situação do mundo:



















Juntos até o fim!
A partir de MiniLua. Leia no original

12/07/2013

CRÔNICA DO AMOR QUE COMEÇA

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Esta semana não tem jeito, esta semana é de conversa com Paulo Mendes Campos. Reler o homem dá nisso. José Carlos Oliveira, mais um gênio da Cachoeiro de Roberto, Rubem Braga, Sérgio Sampaio etc, respondeu a PMC quando este escreveu, em 1964, “O Amor acaba”, um dos mais populares textos da literatura brasileira.

Ao reler a resposta, cocei os dedos para rabiscar também a minha versãozinha vagaba. Ei-la:

E quando começa o amor, Paulo? E quando começa o amor, Carlinhos Oliveira?

O amor começa, vos digo, em uma noite de sexta, a noite do pecado por excelência, o amor de uma comerciária que saiu de casa de vermelho, calcinha no capricho, crente que o amor principiaria, ela leu no horóscopo, Sagitário seu signo, o amor principiaria, qual o Gênesis, calcinha no esmero, o fiat lux, antes do último ônibus, no barzinho, na vida simples da música ao vivo, lua cheia, papel crepon, batata frita, o beijo-ou-não-beijo, será que ele presta?

Em Arcoverde, no sertão de Pernambuco, ao encontrar uma morena de Garanhuns, terra de 17 tons de morenidade, o amor começa. Era uma morena caldo-de-feijão-vermelho, melanciosa boca, buceta de manga rosa, batismo cítrico, diocesano, vida macuca.

O amor começa em qualquer geografia, LSD ou GPS. Na colina silenciosa do Pacaembu, SP, revendo um filme de Cassavetes, com as coisas dos anos 70 o amor rebobina e reverbera como o replay de ácido que teima a não sair do juízo, eternas ondas.

O amor começa, principalmente na rua da Aurora, Recife, na luz do fim de tarde, não peça que eu explique, são os mistérios do Planeta.

E quando você menos espera, o amor começa, sabe onde?, no joelho de Camila Pitanga. Um amigo meu, muito tempo atrás, viu que a nega sentia dores no joelho, talvez de um mau jeito na pista de dança. Pegou o gelo do uísque e botou nas dobradiças da deusa. Reacendeu os olhos da marlinda. Se aquele amor não deu certo, problema do amor mesmo, mas que algo começou naquele instante, ah santa fagulha!

O amor começa “ah lá em casa”.

Pobre de quem acha que o amor precisa que a fila ande. O amor é mais ligeiro, rápido, o amor é tão avançado, o amor é centroavante em impedimento.

Amor não carece de tira-teima.

Amor é impedimento. Como quem ama homem ou mulher casada, por exemplo. Isso não significa que o amor não tenha começado, mesmo de forma proibida, o amor não pede licença, o amor detesta o cartório, o amor cara-de-pau simplesmente começa.

O amor é tão lindo que às vezes já começa subindo os créditos do filme, uma transa e the end. Vai duvidar que era amor o que deveras sente até hoje!

O amor começa num lual. Costuma ser o amor “cuidado frágil”. Nunca confie num amor que começa com todo aquele cenário perfeito, maré cheia, música hippie, lua idem, tudo no clichê da lindeza.

O amor tem que começar, por exemplo, na contramão, o amor tem que começar em São Paulo, para depois evoluir até a beira da praia, uma pousada, o sal marinho que salva os velhos safados, uma metida em pé romantiquinha antes do jantar e da larica, a fome de viver, a perna bamba diante do garçom que pensa “já fui bom nisso”.

O amor começa quando o cafa cita na mesa “o amor acaba”.

O amor acaba quando o cafa é tombado e recomeça tudo de novo.

Por essas e por outras é que fico aqui bem paradinho, coladinho, porque se o amor se mexe muito, o amor já era, amar é coisa de superbonder, amor é stop, amor é…, parou, amor é estátua e um gato brincando por cima.

Quem nasceu primeiro: o amor acaba ou o amor começa?
Xico Sá
A partir da Folha de S.Paulo. Leia no original

10/07/2013

DAVI LUIZ, O NOVO NOME DO SERTANEJO ROMÂNTICO

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Davi Luiz, cantor paulista atualmente radicado em Santa Catarina, é apontado como um dos novos astros da atualidade no Brasil e considerado por muitos a revelação da música sertaneja nos últimos anos. Na contramão da onda do "sertanejo universitário", que privilegia as músicas altamente dançantes, com letras de gosto duvidoso e refrões superficiais, o jovem músico aposta nas músicas românticas, que fazem parte da tradição do gênero. Seu último clip, com a música "Eu e você" alcançou, em apenas dois dias, 115 mil acessos no YouTube e vem despertando a curiosidade do público e dos profissionais do meio musical. 
Davi Luiz, autor de "Eu e Você"

São 28 anos de idade, dez deles cantando profissionalmente. O sertanejo, que já morou em Sorocaba, São Paulo, Londrina e Curitiba, agora vive em Santa Catarina, na cidade de Balneário Camboriú. Depois de realizar apresentações em cidades do interior, nos estados do sul do país, Davi Luiz prepara-se para vôos mais altos, com shows agendados para os maiores centros. 

Fechando as canções do primeiro CD e o repertório para as apresentações ao vivo, o ponto em comum em todas as letras é o conteúdo poético, presente na história da música sertaneja e que hoje encontra-se praticamente morto. Em um mercado que busca o sucesso fácil e que privilegia a aparência em detrimento do conteúdo, o jovem cantor encontrou na mescla de tradição e do pop a novidade que pode representar o resgate da melhor música do interior. 

E a aposta de Davi Luiz é participar do ainda restrito elenco de cantores solo. O primeiro clipe do cantor tem direção de Zé Guilherme Fidélis, numa produção da "Curitibana Filmes". A participação que se destaca é da bela  atriz Andressa Bernardelli. O sucesso "Eu e Você" leva a assinatura do próprio Davi Luiz e de seu parceiro Wesley e foi gravado pelo Estúdio MIX . Davi Luiz é um artista da "DL Produções Artísticas"  e seu site oficial é www.daviluiz.com.br.

BEIJAR OS OLHOS DE UM HOMEM

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Imagem :  http://www.sxc.hu/photo/1411266
Eu tossia com violência, mal à beça, com asma de fechar a garganta e o nariz.

Era alta madrugada.

Puxava o ar como se fosse um carrinho com controle. Algo separado de mim. Um vento estranho que exigisse o alcance visual.

Sofria a chegada do inverno. Seria mais uma passagem tumultuada pela emergência do hospital Moinhos de Vento. Estragaria o dia seguinte de trabalho. Já estava desanimado prevendo as consequências de arrasto e das poucas horas de sono.

Foi quando a banalidade me ofereceu seu milagre.

Depois da nebulização, já tranquila com a medicação, Juliana pegou com vontade a minha mão esquerda e beijou meus olhos.

Beijou os dois olhos em sequência. Beijou minhas pálpebras como se fossem lábios. Umedeceu meus olhos com sua saliva.

Não parava de acalmá-los com seu perfume. Sua boca caminhava de um lado para o outro, como uma compressa de febre.

E vi o quanto ela me desejava.

Quem beija a boca está apaixonado. Mas quem beija os olhos de seu homem está amando verdadeiramente.

Beijar os olhos é ter medo de perder quem a gente quer, é ter medo da viuvez, da solidão, do abandono, de nunca mais ser feliz.

Ninguém beija os olhos à toa, por distração.

Beijar os olhos é uma demonstração de apego, de urgência, o equivalente a uma serenata na janela.

Não é para qualquer um, é um gesto pensado, decidido, orquestrado pelos nervos e solicitado por todo o sangue do corpo.

É o auge da delicadeza. É quando a feição se abre em corredor do altar.

É o cume da sutileza, manifestação maior de confiança.

Beijar os olhos de um homem é a mesóclise da vida a dois. A mesóclise é linda, mas rara, deve ser usada em ocasiões muito especiais.

Uma mulher somente beija os olhos de seu homem porque chorar não é mais suficiente. E chora com a própria boca em outros olhos. Sua língua é uma lágrima emprestada.

Trata-se de um beijo que rouba o rosto inteiro. Um comprimir confuso, sincero, impetuoso.

Talvez seja uma confissão mais do que beijo. Talvez seja um voto de fidelidade. É o instante em que ela aceita que o tempo não existe no amor, o que existe é a palavra dada.

Beijar os olhos de um homem é um pedido de casamento feito pela mulher.

Não me curei da asma, mas, desde aquela noite, meus olhos respiram muito melhor.
Fabrício Carpinejar
A partir do Blog Carpinejar . Leia no original

DESAFIOS DO AMOR À DOIS

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Imagem : http://www.sxc.hu/photo/1423239
O que é o amor para você? A concepção de amor varia muito para cada pessoa e muda ao longo da vida. Sabemos que ele é a motivação principal que une os casais, principalmente após a metade do século 20.

No contexto de casal, persistem no mundo contemporâneo dois tipos principais de amor: 1) o romântico, no qual há o desejo de união, de um futuro junto com o outro, em que a vida sexual é muito importante; 2) o amor companheiro, típico das relações de longo prazo, que tem por base a amizade e a confiança. O que eles têm de comum? A exigência da exclusividade sexual – na paixão (primeira fase do amor romântico), o ciúme é mais presente.

Nos frequentadores do Facebook pode ser observada a “negação” do ciúme como uma atitude “politicamente correta” toda vez que o outro curte ou compartilha, repetidamente, a foto de um potencial rival. No imaginário da pessoa que nega o ciúme, sofrendo calada, pode acontecer a formação de um triângulo amoroso.

A verdadeira ausência do ciúme pode estar ligada à volatilidade atual dos vínculos afetivos. Na cultura do imediatismo, do individualismo, do descartável, a “fila anda”, e a pessoa logo retorna “à pista”.

As novas pesquisas mostram que casais que vivem o amor intensamente estando num relacionamento de longo prazo têm ativados, em relação ao parceiro, as mesmas regiões cerebrais da paixão (da motivação, do querer estar junto, ricas em dopamina), além das áreas relacionados ao apego e ao amor-amizade (área do gostar, ricas em opioides). Então, nesses casais, coexiste a ativação dos dois sistemas cerebrais.

Qual é o problema do amor companheiro? Nenhum. Ele é o mais frequente e traz paz e tranquilidade. Podem manter o amor intenso em relações duradouras: 1) predomínio de emoções positivas sobre as negativas; 2) presença de surpresas; 3) novidades gratificantes (acionam áreas ricas em dopamina, que é ligada à sensação de recompensa); 4) envolvimento profundo com o bem-estar do outro; 5) interesse sexual; 6) não atenção às possibilidades de outros parceiros (e de sexo extraconjugal).

O amor a dois é uma motivação, uma alquimia, uma construção. O amor é plural, mas cuidar do amor é uma decisão que vai demandar investimento e comprometimento constante.
Jacqueline Brender
A partir do Zero Hora. Leia no original

09/07/2013

BRAD PITT E O SEGREDO DO AMOR

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O artigo "O Segredo do Amor", publicado por Brad Pitt na "Identity Magazine", bem que poderia ser um roteiro de filme, desses dos bons. O desabafo, no entanto, é completamente pessoal e fala sobre sua relação amorosa com Angelina Jolie. A declaração de amor do ator não é tradicional; pelo contrário, pisando em ovos, resolveu demonstrar seu afeto de uma maneira mais real, falando da (já superada) depressão da esposa.

"Minha esposa ficou doente. Ela estava sempre nervosa por problemas no trabalho, vida pessoal, e dificuldades em criar nossos filhos", admitiu. O quadro, pelo jeito, era grave. Angelina chegou a pesar cerca de 40kg (com 1,69 m de altura) aos 35 anos, há três anos atrás. "Eu perdi a esperança e achei que nos divorciaríamos logo."

A história, no entanto, já teve um final feliz; pelo menos por hora. O astro de "Guerra Mundial Z" conta que passou a surpreender a esposa com flores, beijos e elogios a todo o tempo, na frente dos amigos ou em privado. E então, como uma mágica, "ela ficou ainda melhor do que era antes. Ganhou peso, não ficava mais nervosa e me amava ainda mais do que antes; aliás, eu não imaginava que ela pudesse me amar tanto assim."

Ele, pelo jeito, encarou o fato quase como um dever. "Eu tinha a mulher mais linda do mundo; ela é o ideal de beleza de mais da metade dos homens e mulheres da Terra, e eu era o único com a chance de deitar e dormir ao lado dela, abraçando-a pelos ombros."

O casal, pelo jeito, desistiu de manter a vida pessoal reservada e está na linha de abrir o jogo diretamente com o público. Angelina começou, com o artigo publicado no "The New York Times" em 14 de maio, no qual fala de maneira emocionada sobre o câncer de mama que tirou a vida de sua mãe e sua suscetibilidade à doença.

Pitt e Jolie não deixam dúvidas: não são super-heróis só por serem famosos. Brad encerra o texto com a conclusão que teve à época: "a mulher é o reflexo de seu homem."

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