Domingo, Julho 05, 2009

FOME DE AMOR

Uma vez Renato Russo disse com uma sabedoria ímpar:'Digam o que disserem, o mal do século é a solidão'. Pretensiosamente, digo que assino embaixo sem dúvida alguma. Parem pra notar, os sinais estão batendo em nossa cara todos os dias. Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes, danças e poses em closes ginecológicos, chegam sozinhas e saem sozinhas. Empresários, advogados, engenheiros que estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e.....sozinhos.

Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos 'personal dance', incrível. E não é só sexo não, se fosse seria resolvido fácil, alguém dúvida?

Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão 'apenas' dormir abraçados, sabe, essas coisas simples que perdemos nessa marcha de uma evolução cega.

Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção. Tornamos-nos máquinas e agora estamos desesperados por não saber como voltar a 'sentir', só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós. Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada no site de Relacionamentos Ookut, o número que comunidades como: 'Quero um amor pra vida toda!', 'Eu sou pra casar!' até a desesperançada 'Nasci pra ser sozinha!' Unindo milhares ou melhor milhões de solitários em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis.

Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento e ais belos e mais sozinhos. Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário, pra chegar a escrever essas bobagens (mais que verdadeiras) é preciso encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa. Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia é feio, demodé, brega. Alô gente! Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer ridículos, abobalhados, e daí? Seja ridículo, não seja frustrado, 'pague mico', saia gritando e falando bobagens, você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta mais.

Aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um orriso à dois. Quem disse que ser adulto é ser ranzinza, um ditado tibetano diz que se um problema é grande demais, não pense nele e se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele. Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo ou uma advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser estabanada; o que realmente não dá é continuarmos achando que viver é out, que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me aventurar a dizer pra alguém: 'vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida'.

Muitas vezes jogamos fora a felicidade por teimosia, burrice ou falta de posicionamento. Antes idiota que infeliz!

Sábado, Julho 04, 2009

AMOR AJUDA A ENFRENTAR MALES PSICOLÓGICOS


Ter um bom relacionamento com o parceiro pode ajudar a reduzir os impactos do estresse causado pelo trabalho, segundo estudo da Universidade de Gotemburgo, na Suécia. “Os relacionamentos reduzem os efeitos negativos desse tipo de estresse na saúde, mas relações ruins irão ampliar os efeitos negativos”, destacou a pesquisadora Ann-Christine Andersson. Em pesquisa com cerca de 900 pessoas, os especialistas notaram que aqueles que relatavam viver um bom relacionamento tinham melhor saúde do que os que tinham relações problemáticas. Mulheres em relacionamentos ruins teriam mais ansiedade, reações de estresse mental e problemas de sono. Os homens tinham mais depressão, ansiedade e estresse psicológico e somático.

Os pesquisadores destacam que, após ser expostos ao estresse, o corpo deve se recuperar e recarregar energias, mas se não há a possibilidade de fazê-lo em casa, em relações pessoais agradáveis, esse desequilíbrio pode causar sérios problemas de saúde física e mental. Por isto, embora um bom relacionamento conjugal depende de esforço, dedicação, diálogo e doação, vale e sempre valerá a pena.

Sexta-feira, Junho 26, 2009

VIDA (QUANTAS VEZES PERDI A ESPERANÇA)

Hoje estive pensando no quanto já vivi
Nossa, fiquei surpresa com tanta coisa já vista.
Tantas coisas já vivi, tantos sonhos já tive, já concretizei
E pessoas então? Quantas já conheci...
Na minha memória um número infinito, incontável
Quanta coisa legal já fiz, já vi, já presenciei
Quanto sentimento bacana já senti por alguém ou por algum momento
Quanta gente entrou e saiu da minha vida e eu nem percebi
E quantos ainda permanecem juntos sempre, eternizados
Mas também teve as partes ruins
Tive perdas irreparáveis, que são até hoje cicatrizes abertas
Outras apenas lamentei e entendi
Quantas pessoas me magoaram, me decepcionaram...
Quantos momentos ruins já vivi também.
Momentos que pareciam uma eternidade
Parecia não ter fim, só dor
Quanta coisa já senti, quantas lágrimas já chorei
De quantos sonhos desisti
Quantos amores se foram
Quanta vida deixei de viver.
Quantas vezes perdi a esperança...
Olhando assim...
Me sinto um mausoléu de tão velhinha
A vivência pesa, parece que tenho 1000 anos
Mas posso ver por outro lado...
Posso ver o lado que ainda tem por vir
Que ainda não vivi
Quanta coisa ainda quero fazer
Quantos ideais tenho dentro de mim
Quantos sonhos ainda tenho esperança de concretizar
E quantos novos sonhos virão
Quantas vezes hei de gargalhar com as peripécias dos meus
Quantos beijos e carinhos trocarei
E quantas vezes meu coração pode bater mais forte
Por momentos de felicidade, orgulho ou ainda por alguém
Quem sabe...
Quantas pessoas ainda entrarão e sairão
E quantas hão de ficar e fazer parte de minha vida
Quanta conversa hei de jogar fora com amigos em noites quentes de verão
Quantas promessas ainda farei pra mim mesma
E quantos ainda hão de me amar
Olhando assim...
Sinto-me então um pequeno bebe
Melhor ainda,
Um embrião pronto a saltar para a vida

Segunda-feira, Junho 22, 2009

JÚRI DÁ O VEREDICTO : QUEM AMA, MATA !


A paixão absolve. A afirmação é resultado do júri simulado em que o advogado Márcio Thomaz Bastos e a defensora pública Daniela Cembranelli pediam, com citações de Voltaire, Djavan e com o argumento de que a paixão é um sentimento avassalador, a absolvição de um imaginá rio réu acusado de matar a mulher por ciúmes. O criminalista Alberto Zacharias Torone o promotor de Justiça Roberto Tardelli fizeram as vezes da acusação, mas não conseguiram convencer os “jurados” com a tese de que “quem ama não mata, constrói”, defendida por Toron, ou “não é porque trabalha e tem filhos, que tem salvo conduto para matar”, como argumentou Tardelli.

Por 166 votos a 41, Bastos e Daniela venceram a descontraída disputa de argumentos contra e a favor da paixão durante cerimônia de homenagem ao ilustre advogado criminalista, especialista em júri, Waldir Troncoso Peres, que morreu em abril. O evento aconteceu nessa segunda-feira (15/6), no Salão Nobre da Faculdade de Direito do Largo São Francisco, em São Paulo.

Waldir Troncoso Peres, assim como os “jurados”, também acreditava no crime por amor. Ele já dizia que este é um sentimento tão intenso que homem e mulher se fundem e quando acontece a ruptura, aquele que sofreu e foi abandonado é capaz de matar.

A defensora pública Daniela Cembranelli, do alto de seus 15 anos de experiência em júris, abriu a sua participação dizendo que estava ali para defender a paixão. “A paixão precisa ser colocada no seu devido lugar. Muitos a consideram sinônimo de tirania, de egoísmo, de vilania. Apesar de poder levar a atos injustos, a paixão opera grandes transformações. Há quem diga que nenhuma obra de arte pode ser feita sem paixão”, bradou, lembrando de obras esculpidas por Mozart ou por Van Gogh.

Daniela parecia um tanto emocionada durante os seus dez minutos de palavra. Ao se dirigir ao colega de defesa Márcio Thomaz Bastos, se confundiu e o chamou de Waldir, em referência ao homenageado da noite. Mas logo se refez e passou a recitar versos da música Faltando um pedaço, de Djavan — “O amor é um grande laço, um passo pra uma armadilha, um lobo correndo em círculos pra alimentar a matilha” —, para reforçar a ideia de que a paixão é a forma de expressão do amor febril, patológico, que tira a pessoa de seu equilíbrio.

A paixão em versos, escrita pelo francês Voltaire, serviu para arrematar a defesa de Daniela: "As paixões são como as ventanias que sopram as velas do barco. Elas podem afundá-lo, mas sem ela não se pode navegar". Ao voltar à mesa para sentar-se na cadeira reservada à defesa, Daniela tropeçou, caiu e se levantou rapidamente para passar a palavra.

Márcio Thomaz Bastos, advogados criminalista e ex-ministro da Justiça, atuou em diversos júris com Waldir Troncoso Peres, “junto e contra ele”. Depois de Daniela, reforçou a defesa do réu acusado de matar a mulher por traição. “Não viemos defender que a honra se lava com sangue. Viemos defender a paixão como um sentimento avassalador”, ressaltou.

Para ele, não é sempre, mas existem casos em que a paixão pode, deve e precisa ser absolvida. Bastos afirma que a característica de um apaixonado é ser uma pessoa séria e, “quanto mais séria, mais sofre”, podendo cometer um crime totalmente impensado.

Ele questiona aos jurados se vale a pena mandar para a cadeia um cidadão de bem, que nunca cometeu um crime, que é trabalhador e não vai cometer novos crimes. “Quem pode condenar o pai que mata o assassino de seu filho?”, ilustra com outro exemplo de sentimentos à flor da pele.

Com tais argumentos, as cédulas azuis, que representavam a absolvição, foram as mais depositadas nas sacolas que passaram pelo Salão Nobre da faculdade.

A partir de matéria do Consultor Jurídico. Leia texto integral

Domingo, Junho 21, 2009

GORBACHEV FAZ DISCO PARA LEMBRAR RAÍSSA

O ex-presidente soviético Mikhail Gorbachev gravou um disco com canções de amor dedicado à mulher, Raísa Gorbachova, que morreu há dez anos, mas a obra não estará disponível nas lojas. "O disco contém as sete canções de amor preferidas de Raísa Maxímovna (esposa de Gorbachov). Cantei eu mesmo acompanhado por (o músico) Andrei Makarevich", afirmou.

O disco "Canções para Raísa" foi gravado com a colaboração de Makarevich, um conhecido músico e compositor russo, cofundador e líder da Mashina Vremeni, uma banda de rock cultuada na União Soviética e que, 40 anos após sua fundação, continua ativa.

"Em resposta ao pedido das 347 pessoas presentes no velório, Mikhail Sergueyevich cantou uma das músicas de amor mais emocionantes, interpretação que foi recebida com uma tempestade de aplausos de entusiasmo", afimou Pavel Palazhchenko, porta-voz da Fundação Raísa Gorbachova.