Sexta-feira, Novembro 06, 2009

PREFIRO AMAR COMO UMA MÚSICA FRANCESA

Eu nunca quis um amor bossa-nova. Nunca quis um amor morno, com um violãozinho simples e uma voz que me lembrasse João Gilberto. Ao mesmo tempo, eu nunca amei como um metal pesado, com uma voz cortante e fazendo muito barulho. Na verdade, se parar para pensar nem sei dizer que estilo tem o meu amor. Mas tenho uma séria desconfiança de que, em alguns momentos, ele se transforme numa daquelas músicas pop beeeeem bregas. Com muitos vocais estridentes e um sofrimento quase fake.

Mas eu prefiro amar como uma chanson francesa. Porque as canções francesas sempre oferecem um ar de mistério. Nunca se entregam diretamente. São melodiosas. São quentes, na medida certa. E são também distantes, quando necessário. São alegres, sem serem banais. São misteriosas e quase todas, românticas. Se existe uma coisa da qual os franceses parecem saber falar, é o amor. Acho que sua língua foi criada para isso. Não sei se o ritmo, se a pronúncia ou a alma.

Só que eu fui procurar uma música para esse post e eu tinha várias francesas na minha cabeça... só que nenhuma era "aquela". Nenhuma música que me lembrasse o "meu" amor. Aquele que completa hoje 01 ano de existência. Assim que eu fiquei durante toda essa semana escutando músicas de amor. E foi muito engraçado como eu fui percebendo como nós não temos "uma" música... nós conseguimos ter várias! Uma para cada período e cada "momento" do que vivemos.

Sim... na maioria das vezes são músicas muito melosas. E, sinceramente, não estou nem ligando que achem isso. EU sei o que essas músicas significaram em cada momento desses 365 dias que passei junto à quem eu amo.

Isto posto, vai aqui meu Top5 músicas que eu dedico ao meu amor, neste "primeiro" ano juntos:












... e um bônus track, que talvez seja a que melhor represente minhas "intenções" nessa história toda!

Quinta-feira, Novembro 05, 2009

APÓS 56 ANOS: 'NÃO HÁ IDADE PARA SER FELIZ'

Casal se reencontra pela internet e recomeça romance interrompido há 56 anos.
Em Dom Pedrito (RS), personagens inusitados de uma história marcada por desencontros esboçam um final feliz de dar inveja a qualquer adolescente vidrado em computador. Pela rede, Neila Farinha, 68 anos, e Eremito Andrade Campos, 72 anos, reviveram uma história de amor depois de 56 anos sem se ver.

Tudo começou em agosto de 1953. Na cidade da Campanha, Campos, ou Mito como é chamado, então com 16 anos, encantou-se por Neila, de 13 anos. As trocas de olhares e de poucas palavras ocorriam na praça central, ponto de encontro dos jovens. Numa ida ao cinema, Mito tomou coragem e tentou roubar um beijo. Foi rechaçado.

Rejeitado, o jovem ingressou na Brigada Militar, foi morar em Santa Maria e casou-se, aos 19 anos. Neila ficou na cidade, formou-se professora e chegou a ser secretária municipal de Educação. Casou, teve três filhos, mas na década de 80, divorciou-se. A notícia se espalhou. "Quando encontrava alguém de Dom Pedrito, sempre perguntava por Neila. Quando brigava com a minha mulher, também não deixava de pensar nela, pois sabia que ela havia se separado", comenta Mito, pai de três filhas de duas uniões.

Em abril do ano passado, Mito ficou viúvo da segunda mulher, o que o obrigou a procurar formas de se distrair para espantar a tristeza. Foi então que o tenente da Brigada Militar, atualmente na reserva, procurou a internet. Com a ajuda da filha, montou um perfil no Orkut. A 300 quilômetros de Santa Maria, Neila enfrentava um momento de depressão e usava a rede para se comunicar com amigos. Ao entrar no Orkut de uma amiga, viu a foto do tenente.

"Pensei: será que é ele mesmo? Mandei um recado perguntando, mas sem a menor intenção de qualquer coisa, até porque ele estava na foto com uma mulher. Ele respondeu e depois fui saber que ele estava viúvo", relembra Neila. Após o primeiro contato pelo Orkut, Mito tomou coragem e pediu o endereço no programa de mensagens instantâneas MSN de sua velha nova paquera. O flerte, que há 56 anos acontecia na praça, agora tinha a distância de centenas de quilômetros amenizada pelo teclado do computador. Em fevereiro deste ano, as conversas deixaram a web. Depois de muita insistência de Mito, Neila aceitou ir até Santa Maria.

O reencontro foi emocionante. "A primeira coisa que ele fez foi cobrar o beijo que eu havia negado há mais de 50 anos, com juros e correção monetária", diz Neila, aos risos. Hoje, eles se dividem entre a casa dela, em Dom Pedrito, e a dele, em Santa Maria. Os filhos aprovam o relacionamento, o que deu um impulso para o principal plano de 2010: casar.

"Nossa história prova que não há idade para ser feliz. E quando algo está marcado para tua vida, não adianta fugir, o destino se encarrega", completa o tenente.

A partir do jornal Zero Hora. Leia no original

Quarta-feira, Novembro 04, 2009

AS MELHORES COMÉDIAS ROMÂNTICAS

Este nosso espaço é quase um repositório de todos os amores, de namoros mortais e inconsequentes e de paixões bandidas, fugidias e arrebatadoras. Mas a melhor lição da vida é não se levar tão a sério e, neste aspecto, o cinema de Hollywood, com suas comédias românticas, tem especial talendo de nos trazer (paradoxalmente) à realidade. Valendo de uma seleção prévia do Terra, posso dizer que "a conquista de um final feliz, pode se tornar um calvário - hilário, na preferência hollywoodiana". Pois o que você verá abaixo é uma relação dos mais lindos finais das mais "suspirantes" comédias românticas do cinema americano. Confira.

10 Coisas Que Odeio Em Você (1999) - Na adaptação da obra Megera Domada, de Wiliam Shakespeare, Patrick Verona (Heath Ledger) dobra com muito charme, inteligência e humor a rabugenta Kat Stratford (Julia Stiles). A princípio ele o faz por dinheiro (ele aposta que consegue), mas acaba se apaixonando por ela.

Alguém Tem Que Ceder(2003) - A dramaturga Erica (Diane Keaton) acredita que não irá mais se apaixonar na vida, até que conhece o poderoso executivo da indústria fonográfica Harry (Jack Nicholson), por acaso namorada de sua filha, Marin (Amanda Peet). Ela se apaixona por ele, mas Harry a abandona, com medo do compromisso. Depois que Erica supera a separação, arruma um garotão lindo, o médico Julian (Keanu Reeves), e faz sucesso na Broadway, cai a ficha de Harry e ele a procura em meio a uma viagem romântica a Paris.

Amor À Segunda Vista (2002) - A competente advogada ambiental Lucy (Sandra Bullock) faz tudo para o seu chefe, o riquíssimo e mimado George (Hugh Grant): de conselhos legais até escolher as gravatas dele. Só que ela está farta de ser a babá de George e pede demissão. Sem ela, George fica perdido e vai tentar dissuadi-la da ideia de se demitir. Até que uma reviravolta nos negócios de George o faz enxergar que Luy pode ser mais do que uma simples conselheira.

A Proposta (2009) - A editora Margaret (Sandra Bullock), canadense, precisa urgente se casar com um americano senão será deportada. Ela elege o fiel (capacho?) assistente, Andrew (Ryan Reynolds), para a tarefa, em troca de uma promoção e da publicação do livro dele. Para convencer o agente da imigração, eles partem para o Alasca, onde a família dele mora, e lá pretendem contar que estão noivos. A família fica tão empolgada que convencem os dois de se casarem lá mesmo, no celeiro da família. Os dois realmente se apaixonam e ele, depois de um a declaração de amor comovida de de joelhos, a pede em casamento de verdade - não depois de quase matar a avó do coração com a farsa toda.

Como Perder Um Homem em 10 Dias (2003) - A jornalista Andie (Kate Hudson) deseja muito deixar as matérias fúteis de beleza e moda para trás e se embrenhar no jornalismo político e econômico. Mas, antes, sua chefe lhe propõe uma última missão: escrever um artigo sobre como perder o homem perfeito em apenas 10 dias. Ela conhece o publicitário Benjamin (Matthew McConaughey), que, por sua vez, apostou com os colegas que a conquistaria nos mesmos 10 dias - se ganhar a aposta ele leva a maior conta da agência na qual trabalha. Enquanto ela comete todos os pecados que uma mulher não pode cometer em um relacionamento, na tentativa de levar uma dispensa, ele segue aguentando. Moral da história: quando um não quer e o outro também não, pode até dar um samba do crioulo doido romântico. E é o que acontece.

Como Se Fosse a Primeira Vez (2004) - A artista plástica Lucy(Drew Barrymoore), que sofre de uma espécie de amnésia de situações recentes, conhece o biólogo boa praça Henry (Adam Sandler). Ele se apaixona por ela, que, por sua vez se encanta por ele. Mas todo o dia, quando acorda, Lucy não se lembra do que aconteceu no dia anterior, então a conquista dela por Henry é diária. Mesmo assim o biólogo não desiste e eles constroem uma linda família.

De Repente 30 (2004) - Depois de desejar ter 30 anos, a adolescente Jenna (Jennifer Garner) acorda com 30 anos e na pele de uma poderosa editora de uma revista feminina de sucesso, em Nova York. Perdida, ela vai buscar as resposta com Matt (Mark Rufallo na fase adulta), seu melhor amigo de infância. Para reverter a situação e recuperar o tempo perdido, Jenna terá de se redimir do que desejou e fez no passado e terá de aceitar o amor de Matt. Quero Ser Grande com tintas românticas.

E Se Fosse Verdade (2005) - A médica Elizabeth(Reese Whiterspoon) é um a wokaholic e não consegue se envolver com ninguém. Até que sofre um acidente grave. Sua alma volta a seu apartamento, pois ela não entende que está mais pra lá do que pra cá. Ao chegar no lugar, encontra o paisagista David (Mark Rufallo) morando em sua casa. Ele tenta ajudá-la a encontrar seu caminho, digamos, espiritual. Carne e espírito acabam se envolvendo, por mais bizarra que essa relação possa ser. E não é que dá certo?

Harry & Sally - Feitos Um Para O Outro (1989) - Sally (Meg Ryan) e Harry (Billy Cristal) se conhecem por causa de uma carona até Nova York. Após essa viagem, tornam-se amigos inseparáveis até se descobrirem apaixonados. Quer dizer, Sally descobre primeiro e fica empolgadíssima com a possibilidade de se envolver com um homem tão bom que até é seu amigo. Mas Harry, assustado, pula fora desses planos casamenteiros. Quando descobre que também ama Sally, pode ser tarde demais. Mas Hollywood tudo resolve, ainda mais ao som de um bom e sofisticado jazz.

Kate & Leopold (2001) - A analista de mercado Kate (Meg Ryan) tem sérios problemas de relacionamento com homens por causa de uma baixo auto-estima (é muito boa profissional, e sabe disso, mas como mulher e companheira não se sente segura). Na Nova York do terceiro milênio, ela irá se deparar com o homem ideal: o refinado e elegante Leopold. Só que ele vive em 1876 e por causa de um portal do tempo (um redemoinho embaixo da ponte do Brooklyn), que liga a Nova York dos anos 2000 à mesma cidade do século XIX, Leopold cai de pára-quedas nos loucos tempos modernos. Ela ficará caidinha pela elegância e o jeito culto, polido e galante de Leopold e ele, por sua vez, ficará louquinho com o vigor e a firmeza da mulher de negócios que é Kate. Paixão na certa.

Lar Doce Lar (2002) - A estilista Melanie(Reese Wihterspoon) deixou a cidadezinha onde nasceu, no sul dos Estados Unidos, e venceu na frenética Nova York. Quando é pedida em casamento pelo solteiro mais cobiçado da cidade, o filho da prefeita (Patrick Dempsey), Melanie tem que voltar às origens e pedir que o namoradinho de infância, com quem se casou - o aparentemente bronco Jake(Josh Lucas) - assine os papéis do divórcio. Essa retorno ao passado, em pleno presente, irá bagunçar as emoções da nova cosmopolita e o namoradinho de infância, que antes mascava fumo e cospia no chão, continua firme às raízes, mas usou seu talento para manipular o vidro para se transformar num promissor comerciante da região. Melanie ficará balançada entre o conforto de uma vida no interior e a aspiração de um futuro cheio de grana e louros. Vencida pela paixão na adolescente, ela voltará para os braços de Jake.

Mensagem Para Você (1998) - A livreira Kathleen (Meg Ryan) herdou da mãe uma tradicional e charmosa livraria infantil. Mas a gigante Fox Books ameaça seu pequeno e amado feudo ao abrir uma megaloja bem ao lado de seu pequeno negócio. O herdeiro da Fox Books, Joe (Tom Hanks), que tem parte da agressividade capitalista do pai, conhece Kathleen numa sala de bate-papo e passa a trocar e-mails com ela, sem saber que está prestes a arruinar o negócio da pobre moça (ela também não sabe quem é ele, já que se comunicam com pseudônimos). Até que descobrem quem é quem. Mas quando isso acontece, a paixão já fala mais alto e eles colocam de lado suas diferenças financeiras/administrativas.

O Casamento do Meu Melhor Amigo (1997) - A crítica gastronômica Julianne(Julia Roberts) recebe o convite de casamento de seu melhor amigo, o jornalista esportivo Michael (Dermot Mulroney) - que sempre arrastou uma asa para o lado dela -, e fica desolada. Isso porque só nesse momento, que o está perdendo para outra mulher, percebe que o ama. Ela vai ao casamento, na tentativa de tentar reconquistá-lo, e acaba se envolvendo numa grande confusão, porque a noiva, a doce e ingênua Kimberly (Cameron Diaz), a adora. É o único da lista no qual a heroína se dá mal, já que Michael se casa com Kimberly.

Recém-casados (2003) - Sarah(Brittany Murphy) e Tom(Ashton Kutcher) acabaram de se casar, mas a lua-de-mel na Europa é uma desgraça. Os pombinhos vive às turras até que a separação se torna inevitável. Tom, num rompante de bom senso, volta atrás e se declara novamente à mulher, que o aceita de volta (mas não depois de muita confusão).

Surpresas do Coração (1995) - Também estrelada pela rainha das comédias românticas das décadas de 80 e 90, Meg Ryan, conta a história do desencontro amoroso da doce Kate (Meg) e do seu noivo almofadinha Charlie (Timothy Hutton). Prestes a se casarem, Charlie precisa fazer uma viagem de negócios a Paris. No meio da viagem ele diz que não vai mais voltar porque se apaixonou por outra mulher. Inconformada, Kate pega um avião e vai atrás do ex-noivo. É quando conhece o ladrão de jóias Luc (Kevin Kline), um mau-humorado, mas charmoso francês, que esconde um colar na bolsa de Kate. Como tem que resgatar seu colar, Luc persegue Kate. Involuntariamente, ele irá ajudar Kate a se recompor do choque, ao ver o ex-noivo nos braços de uma belíssima francesinha. Não é preciso dizer que Kate e Luc se apaixonam e ele se redime de seus crimes para ficar com sua nova paixão.

Uma Linda Mulher (1990) - Em Hollywood, a prostituta Vivian (Julia Roberts) ganha na loteria quando atende o milionário executivo e bonitão Edward(Richard Gere). Ele propõe a ela que fique à sua disposição por uma semana, em troca de uma bolada em dinheiro. Ao lado do executivo ela irá a almoços de negócios, a um jogo de pólo e à ópera. Quando a semana chega ao fim, ela parte em busca da realização de um sonho: voltar a estudar. Mas eis que, numa limusine (cavalo?) branca, com seu guarda-chuva em riste (espada), surge o príncipe moderno para resgatar a mocinha de sua vida besta (pobre) e sem glam. Edward leva Vivian para morar com ele em Nova York. Cinderela picante dos anos 90.

Um Lugar Chamado Notthing Hill (1999) - A estrela de Hollywood Anna (Julia Roberts), durante as filmagens de seu novo longa em Londres, conhece o vendedor de livros William (Hugh Grant). Ele, que não faz a menor ideia de quem ela seja, pois não é expert em temas hollywoodianos, a acha belíssima e a convida para sair. Ela, que acabou de levar um nada digno "pé na bunda" topa. Eles se envolvem, mas fama de Anna atrapalha o início de namoro. Ele chuta a fama dela pra longe e vai tentar reconquistá-la, em plena coletiva de imprensa do novo trabalho Anna. E o inglês de Nottinh Hill consegue o que queria: se casar, mas não com a estrela de Hollywood, simplesmente com Anna.

Vestida Para Casar (2008) - Jane (Katherine Heigl) é uma dedicada garota que organiza os casamentos de todas as amigas, das quais torna-se também madrinha (já foi de 27 delas). Apesar da grande familiaridade com o assunto, Jane parece não estar perto de realizar seu maior sonho: casar-se em grande estilo. Isso porque seu objeto de desejo, seu chefe, não a vê como uma possível inquilina de seu coração. Mas ela segue firme e forte, dando rédeas à imaginação. Até que o ácido e crítico jornalista Kevin (James Marsden) a chacoalha com um "volte a si imediatamente" e lhe dá um banho gélido de realidade, enquanto ela vê a irmã mais nova e safadinha "roubar-lhe" o chefe. Deprimida, Jane percebe que vive uma fantasia que pode nunca se realizar. Mas como ela e Kevin já trocaram farpas demais, só resta aos dois trocarem carícias.

Terça-feira, Novembro 03, 2009

PODEMOS CONSTRUIR UM AMOR ?


Ouvi essa frase num último capítulo de novela, e tenho que concordar com a autora: sim, é possível construir um amor. Nem sempre o amor deriva de uma grande paixão, um encontro inesperado, um amor à primeira vista.

Por vezes, ele vem de uma amizade, da convivência do que se constrói a dois no dia a dia. E, ainda que para muitos isso possa parecer estranho, sim, acontece! Então, todos aqueles que estão aí sentados, à espera de príncipes e princesas, talvez já tenham o amor da sua vida ao seu lado. E para reconhecê-lo basta abrir-se e abrir os olhos...

É incrível como essa situação é verdadeira. Quantos de nós já não se deparou com uma história parecida? Uma história de amor que começa, assim, de mansinho. Vai se instalando, chegando e, de repente estamos lá apaixonados e totalmente envolvidos com a situação.

Então, amor é isso! É querer estar com aquele alguém do seu lado. Abraçar por que faz bem. Estar por que se leva a sério. É querer construir um algo a mais, diferente, especial , único. Uma relação de amor com base na integridade, na lealdade, na intimidade.

Escolha
O mais difícil é perceber quando estamos entrando nessa relação - quando escolhemos estar em sintonia com o outro. Sim, amar é uma escolha. Uma escolha que fazemos todos os dias. E que deve mesmo ser renovada todo o tempo.

Sendo uma escolha nossa não deve ter qualquer cobrança, qualquer expectativa para que aconteça na mesma proporção dos dois lados. Afinal, conquistar um amor todos os dias é mesmo para poucos. É para aqueles que têm atitude e determinação. Para aqueles que ainda conseguem sonhar acordados...

Infelizmente, ou como diria um amigo, é também da vida que algumas relações morram ao longo do tempo. Às vezes, estamos tão ensimesmados, tão preocupados com nosso próprio umbigo que descuidamos do amor. Não regamos, não colocamos água, alimento, não olhamos, estamos muito ocupados com nossas questões. Então a relação acaba. E com ela a construção de qualquer possibilidade e relacionamento, de vínculo.

De novo: sim, amor se constrói todos os dias. Ele chega num sorriso, num abraço, num beijo demorado, num não sei o quê - que transforma tudo o que toca. Talvez por isso seja tão bom "fim de novela". Fica sempre a esperança de que amar vale a pena. De que viver é mesmo um milagre e de que a relação possa mesmo ser vista como um algo sagrado. Uma dádiva.

Saber-se nesse contexto só nos remete a uma possibilidade: agradecer, confiar e aceitar que o melhor é o que temos. O que estamos vivendo. A vida pode ser sempre melhor e será à medida que possamos compreender que o que conta é o momento o aqui e agora... O resto, bem, o resto é só movimento...

Sandra Maia
A partir do Yahoo Posts. Leia no original

Imagem : h.koppdelaney (Flickr)

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